Mato Grosso

Militares entregam 70 toneladas em cestas básicas e brinquedos em Cáceres

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Mato Grosso

Da Redação

Em Cáceres e região, a ‘Operação Natal Feliz’ da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar entregou 70 toneladas em doações para mais 3 mil famílias, nesta quarta-feira (18), no estádio Geraldão.

A campanha de natal arrecadou no município de Cáceres 50 toneladas em doações. Em Mirassol D’Oeste, São José dos Quatro Marcos e outras cidades vizinhas a operação conseguiu arrecadarmais 20 toneladas, entre alimentos não-perecíveis e brinquedos.

A ‘Operação Natal Feliz’, que começou no dia 14 de Novembro, termina nesta quinta-feira (19). A mobilização de todas as unidades da Polícia Militar para arrecadação de doações para aqueles que mais precisam, assim como em outras cidades sensibilizou a todos. 

Os policiais do 6º Comando Regional de Cáceres, responsável por todo o policiamento da região, se empenharam em buscar doações e parceiros em prol da operação solidária. A ação também atraiu parceiros da iniciativa privada, como o Grupo Cometa, e a Prefeitura do município.

O comandante do 6º CR, coronel José Nildo Oliveira conta que é uma satisfação constatar o envolvimento e dedicação de toda a tropa da unidade empenhada em busca dos donativos, contribuindo com doações.

“É uma satisfação e também uma motivação testemunhar o empenho dos policiais de todas as unidades do 6º CR em contribuir com a campanha e também buscar sensibilizar mais pessoas em ajudar o próximo. Ficamos felizes em saber que crianças ganharam seus brinquedos e que os pais terão um ceia nesta natal”, ressalta coronel José Nildo.

Foto/Fonte: PM-MT

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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