JIU-JITSU

Alexander Ortiz disputa título no Campeonato Brasileiro de Jiu-jitsu Esportivo 2021

Alexander já conquistou os títulos de bicampeão mundial e campeão brasileiro da sua categoria

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Esporte

Várzea Grande tem representação garantida no Campeonato Brasileiro de Jiu-jitsu Esportivo 2021, realizado de 16 a 18 de julho, em São Paulo. O funcionário público municipal, Alexander Gouveia Ortiz, que é subcomandante da Guarda Municipal, competirá na categoria peso meio pesado.  

Alexander pratica jiu-jitsu há 05 anos e já conquistou os títulos de bicampeão mundial e campeão brasileiro da sua categoria, onde é faixa roxa. O atleta, apaixonado por artes marciais, também é faixa marrom em Aikidô, ambas técnicas japonesas. 

“Em primeiro lugar, eu busco saúde. O jiu-jitsu, por exemplo, desenvolve a força, a resistência, a flexibilidade e ajuda a ter uma ótima condição física. Em segundo, a prática esportiva ensina também técnicas de defesa pessoal, o que é muito eficiente na minha profissão, pois pode evitar o uso de armas letais em diversas situações”, explica o guarda municipal de classe especial. 

Alexander Gouveia destaca que a prática de artes marciais e esportes, em geral, é importante para desenvolver as potencialidades que cada pessoa tem. “Também vejo o esporte como instrumento para servir à sociedade. Quando eu era criança, tinha o sonho de competir, vencer, ganhar medalhas e hoje, no meu trabalho, busco passar valores positivos, principalmente para o público infantil”, afirma. 

De acordo com o prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, toda a gestão municipal, assim como a cidade, deve se orgulhar de Alexander, que já é um campeão e exemplo, lembrando que os servidores públicos são a mão do Poder Executivo na oferta de serviços públicos de qualidade à população como segurança, saúde, educação, social, obras entre outros. 

“A dedicação dos nossos servidores é admirável. A Guarda Municipal tem história, tem tradição e, acima de tudo, prima pelo bem-estar social da população, pelo cuidado e pelo amor à cidade. Queremos que o subcomandante Alexander volte vitorioso novamente e traga um novo título para a nossa cidade. De qualquer forma, ele já é motivo de orgulho para a gestão municipal, para a cidade, além de ser exemplo para a sociedade”, disse o prefeito. 

Guarda Municipal – Foi a primeira instituição municipal do nível criada entre os 141 municípios de Mato Grosso.  Alexander Gouveia Ortiz possui formação superior em engenharia florestal e mestre em ciências Ambientais e Florestais pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Atualmente é subcomandante da Guarda Municipal de Várzea Grande, onde possui 22 anos de carreira. Ingressou na instituição no primeiro concurso realizado, quando ela foi criada no ano 2000.  

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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