Mato Grosso
Vereador de Várzea Grande é preso em operação contra o tráfico de drogas
Mato Grosso
Da Redação
O ex-presidente da Câmara de Vereadores de Várzea Grande, vereador Jânio Calistro (PSD) foi preso na manhã desta quinta-feira (19) durante a “Operação Cleanup”, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE).
O vereador é acusado de envolvimento com um grupo que realizava o tráfico de drogas em Várzea Grande, de acordo com o delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, ele orientava a compra e venda do entorpecente. “Contra o vereador foi cumprido prisão e busca. Ele está associado com esse grupo de traficantes que agiam em VG. Inclusive orienta algumas compras e vendas de drogas”
Cinquenta e seis ordens judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão domiciliar são cumpridos na operação “Cleanup”, deflagrada na manhã desta quinta-feira (19.12), pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Judiciária Civil.
As ordens judiciais, sendo 23 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão, foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Várzea Grande, com objetivo de combater a ação de traficantes que atuam principalmente no município. Entre os alvos, está um policial civil aposentado que atualmente é vereador de Várzea Grande.
Segundo o delegado titular da DRE, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, as investigações iniciaram em virtude de uma denúncia anônima recebida pela DRE, a qual foi verificada a atuação de um extenso grupo de traficantes atuante na cidade de Várzea Grande.
O trabalho investigativo durou cerca de 70 dias e permitiu identificar diversas pessoas associadas para o tráfico, sendo realizadas as prisões em flagrante de 6 pessoas e apreensão de grande quantidade de drogas em posse dos presos.
A ação contou com a participação da Diretoria Metropolitana (2ªDPCuiabá, DERRFVA, DHPP, Decon, DEDM e Derf, 1ªDP-VG, 2ªDP-VG, 3ªDP-VG e DEDMCI-VG), Diretoria de Atividades Especiais (GOE. GCCO, Polinter, Dema e Defaz), Corregedoria da Polícia Judiciária Civil, e Canil do Sistema Penitenciário, tendo em vista a grande quantidade de ordens judiciais a serem cumpridas na operação.
O Policial Civil aposentado, Calistro Lemes do Nascimento, ou Jânio Calistro, como é conhecido, foi eleito o vereador mais votado em 2016, com 3.658 votos. A votação garantiu o cargo de presidente da Câmara Municipal de Vereadores durante os anos de 2017 e 2018, além disso, o vereador chegou a assumir temporariamente a prefeitura municipal.
Está não é a primeira vez que o vereador é preso pela polícia, em julho de 2018, Calistro foi preso em um estabelecimento comercial com uma arma de uso restrito. Na ocasião, ele foi detido em um bar no bairro Mapim, em Várzea Grande, os policiais chegaram até ele, após denuncias que o mesmo havia disparado a arma por várias vezes.
Em 2018, o vereador ficou apenas um dia preso, a prisão preventiva foi decretada pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Várzea Grande, Abel Balbino Guimarães, no dia seguinte, o mesmo juiz decretou a soltura de Calistro que responde pelo crime em liberdade.
Nome da operação:
Cleanup traduzindo para o português significa Limpar/Limpeza, em alusão a limpeza da intensa criminalidade e violência em Várzea Grande.
Foto: Internet
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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