Mato Grosso

Agente penitenciário é encontrado morto na Cadeia Pública de barra do Bugres

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Mato Grosso

Da Redação

Um agente penitenciário identificado como Celso Figueiredo, conhecido como “Pai de Santo”, foi encontrado morto dentro da Cadeia Pública de Barra do Bugres (165 km de Cuiabá), nesta terça-feira (17).

De acordo com as informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp), o agente estava trabalhando e foi encontrado morto por colegas, as causas da morte ainda estão sendo levantadas.

Antes de ser encontrado morto, Celso teria realizado um disparo acidental com a arma na qual ele usava para o trabalho, após o incidente, ele teria saído para fazer trabalhos externos com o diretor da unidade prisional, horas depois retornou e foi realizar o trabalho de revista no interior da cadeia.

Por volta das 12h, funcionários ouviram um barulho não comum, porém, acreditaram não ser nada grave, já que a unidade estava passando por reformas constantes. Na hora do almoço, os agentes sentiram falta do colega e após uma rápida procura o encontraram caído no banheiro.

O corpo de Celso foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) onde deverá passar por exames de necropsia, o Sesp divulgou uma nota de pesar e está investigando o caso.

Celso era conhecido como “Pai de Santo” e era lotado originalmente na cidade de Cáceres, era formado em administração e atuava como agente penitenciário a 15 anos. Ainda não foram divulgados o local e o horário do velório e o enterro.

Foto: Divulgação

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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