Mato Grosso
DRE prende sete pessoas e fecha duas “bocas de fumo” no bairro Jardim Renascer, em Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
A Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes – DRE, fechou nesta segunda-feira (16) dois pontos de comercialização de drogas no bairro Jardim renascer, em Cuiabá.
De acordo com as informações, na primeira ação dos agentes, três pessoas foram presas no momento em que comercializavam drogas pelo bairro, os policiais se dirigiram ao local e flagraram o grupo comercializando os entorpecentes. Diante dos fatos, os policiais realizaram buscas pelo local e foram localizadas várias porções de substância análoga a maconha.
Matheus Gomes Gonçalves, 22 anos; Marina da Silva Oliveira, 21 anos; e Amanda da Silva Oliveira, 21 anos, foram presos na ação da polícia, eles foram presos em flagrante e deverão responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Na segunda ação da DRE, os agentes receberam informações de que em uma residência do mesmo bairro, estaria escondida uma grande quantidade de substância análoga a maconha, diante da denúncia, os policiais foram até o local indicado e pegaram em flagrante dois suspeitos fazendo o fracionamento e a embalagem do entorpecente para a comercialização.
Joel Lima de Oliveira, 51 anos e Guibson da Silva Tomicha, 22 anos, foram presos na ação, os suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
No total foram sete pessoas presas e uma grande quantidade de entorpecentes retirado das ruas. De acordo com o delegado re4sponsável, André Victor de Oliveira, o entorpecente pertencia a uma facção criminosa. Disse ainda que durante toda a segunda-feira, os agentes da DRE estiveram nas ruas fazendo os trabalhos de repressão ao tráfico de drogas.
Foto: DRE
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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