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Nadaf aponta Sérgio e servidor como “interlocutores” da propina no TCE

Publicado em

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Da Redação

 

Em depoimento ao Gaeco, o ex-secretário da Casa Civil Pedro Nadaf afirma que cabia ao conselheiro afastado do TCE, Sérgio Ricardo, e ao secretário de Finanças do órgão identificado como “Adejair” receberem a propina destinada ao Tribunal, para garantir a aprovação das contas do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), a manutenção das obras do MT Integrado e da Copa de 2014, além de apoio a questões relacionadas aos incentivos fiscais.

Ele inclusive cita que por volta do segundo semestre de 2013 foi tratar de um assunto administrativo no TCE com Sérgio Ricardo que, por sua vez, teria participado de uma reunião com Silval e Novelli, oportunidade em que o então presidente teria pedido “sigilo”. Nessa ocasião, Nadaf conta que teria comentado sobre o acordo com Silval e ressaltado que algumas parcelas da propina estavam em atraso.

Conselheiro afastado do TCE, Sérgio Ricardo conduzia o pagamento de propina

Segundo o ex-braço-direito do ex-governador, muitas das entregas do dinheiro eram feitas pelo ex-secretário estadual de Planejamento Arnaldo Alves. Ele cita que Arnaldo passou a ser o porta voz de Silval junto ao TCE e que a propina era entregue ora para Adejair, ora para o conselheiro Sérgio Ricardo.

O delator complementa dizendo que Arnaldo tinha, inclusive, um cartão que dava acesso à garagem privativa dos conselheiros. Nadaf pontua que não sabia dizer quais outros membros da organização criminosa recebiam propina referente aos desvios da verba pública.

Ele também ressalta que o esquema teria sido proposto pelo então presidente do TCE José Carlos Novelli. A delação ainda revela que, de acordo com relatos de Silval, o ex-governador teria fechado um acordo de pagamento mensal de R$ 3,5 milhões a serem distribuídos a cinco conselheiros em 14 parcelas, que na soma total chegava a R$ 50 milhões. 

Segundo Nadaf, receberam a propina os conselheiros Sérgio Ricardo, José Carlos Novelli, Valter Albano, Antonio Joaquim, Waldir Teis, e não receberam os valores ilícitos o substituto de Humberto Bosaipo, no qual Nadaf não se recorda o nome, e Campos Neto.

O ex-secretário conta também que chegou a receber do procurador aposentado Chico Lima uma quantia de R$ 2,1 milhões e que parte desse valor foi utilizada para adquirir uma propriedade rural de cerca de 700 hectares em Poconé, no início de 2014.

O imóvel chegou a ser colocado no nome de Marcos Amorim da Silva, ex-diretor do Sesc, e colega de longa data de Nadaf, que teria aceitado ser nomeado como procurador desse imóvel. Nadaf argumenta ainda que não poderia aparecer como dono do local devido a problemas conjugais que estava tendo com a esposa.

Depoimento

As revelações constam em depoimento prestado por Nadaf em 5 de setembro do ano passado e foram colhidas pelos delegados de polícia Márcio Moreno Vera, Alexandra Mensch, Carlos Américo Marchi  e os promotores de Justiça Samuel Frungilo, Carlos Roberto Zarour Cesar e Marcos Bulhões.

 

Fonte: RD NEWS

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Junho Vermelho mobiliza Judiciário e arrecada 181 bolsas de sangue em nove dias

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O engajamento de magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), credenciados(as), e colaboradores(as) do Poder Judiciário de Mato Grosso na campanha “Junho Vermelho, Juizados Especiais Mobilizando Vidas” resultou na arrecadação de 181 bolsas de sangue e em 278 atendimentos ao longo de nove dias de mobilização. As coletas presenciais foram encerradas nesta quarta e quinta-feira (20 e 21), com ações no Fórum de Várzea Grande e na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Desenvolvida pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), em parceria com o MT Hemocentro, a iniciativa incentiva a doação voluntária, promove uma competição solidária entre os Juizados Especiais e contribui para o abastecimento dos estoques de sangue no Estado.

A diretora do Daje e idealizadora da iniciativa, Shusiene Tassinari Machado, avaliou positivamente a mobilização presencial realizada na sede do Tribunal de Justiça, no Fórum de Cuiabá, no Fórum de Várzea Grande e no Complexo dos Juizados Especiais.

“O resultado da campanha demonstra o comprometimento e a solidariedade de magistrados, servidores, estagiários, colaboradores e também da população que abraçou essa causa. Mais do que a competição em si, a doação representa esperança para quem precisa. Uma bolsa de sangue pode salvar até 4 vidas”, afirmou.

Shusiene lembrou ainda que a campanha segue até o dia 30 de maio e que os interessados ainda podem participar diretamente nas unidades do MT Hemocentro. “Quem ainda não conseguiu doar durante as ações presenciais pode comparecer a qualquer unidade do Hemocentro e informar qual Juizado Especial deseja representar. Essa participação continua sendo contabilizada na nossa gincana solidária”, explicou.

A servidora do TJMT, Albertina Maria de Paula Souza, aproveitou a presença do MT Hemocentro na sede para voltar a doar sangue. “Minha colega de trabalho me chamou e eu vim. Já fazia muito tempo que eu não doava, mas aos 63 anos vim ajudar a salvar vidas. Muito boa à iniciativa”, afirmou.

O servidor do Núcleo de Justiça Digital, Guilherme Oliveira Felipe, realizou sua primeira doação e destacou a importância de ter a coleta dentro do TJMT. “Eu sempre quis doar sangue, mas não sabia exatamente como fazer. Trazer o Hemocentro para dentro do Tribunal facilitou muito o acesso. Foi uma experiência excelente e fico muito feliz por ter tido essa oportunidade de ajudar o próximo”, afirmou.

Em Várzea Grande, a servidora Jessyka Lindaura Crisostomo Sodré Farias participou da campanha ao lado da mãe, Jamaika Crisostomo, que realizou sua primeira doação de sangue. “Foi uma experiência muito boa e, daqui pra frente, vou doar sempre, porque é bem tranquilo”, afirmou Jamaika.

O resultado final da campanha solidária será divulgado durante a III Semana Nacional dos Juizados Especiais, que será realiza nos dias 15 a 19 de junho.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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