Mato Grosso
Policia Militar de MT e MS homenageiam militar de 98 anos
Mato Grosso
Da Redação
Na manhã do último sábado (07) a Polícia Militar (PM) de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul fizeram uma singela homenagem ao Cabo Benedito Cassiano Alvarenga, policial mais antigo das corporações.
A homenagem foi realizada na sede do Sindicato Rural de Rio Verde (MS) e entregue pelo Comandante Geral da Polícia Militar de Mato Grosso (PM-MT), Coronel Jonildo José de Assis, juntamente com toda sua comitiva, outorgaram o cabo com a Medalha “Mérito de Sangue”, a medalha é concedida, para os militares que exaltaram a farda com feitos memoráveis e ações heroicas à sociedade mato-grossense.
Cabo Benedito completou 98 anos no último dia 1º de dezembro, deste, 73 anos foram dedicados a carreira como policial militar na época em que os dois estados eram um só. Após se aposentar, o militar foi residir juntamente com seus filhos e netos na cidade de Rio Verde.
Além da medalha, o militar ainda recebeu uma farda e andou de viatura onde pode relembrar os velhos tempos, quando servia a instituição, momento em que a emoção tomou conta de todos que estavam presentes.
Estiveram presentes na homenagem, o Subchef de Estado Maior Geral da PM-MT, Coronel Wankley Correa Rodrigues; Comandante do 4º Comando Regional da PM-MS, Wilker Soares Sodré; dentre outras autoridades.
História
O Cabo PM Alvarenga, Nasceu em COXIM no dia 1/Dezembro/1923. Em 1944 foi servir o exército na cidade de PORTO MURTINHO, onde serviu por dois anos. Em 1946, deu baixa e voltou para COXIM, onde foi trabalhar na C/R (Firma de construção de Rodovias). Em 1950 foram levados para CUIABÁ-MT, para Votar. Foi Convidado para ingressar na PM do Estado, passando a ser Policial militar do COMANDO GERAL da PMMT.
Em 1951 foi convidado a fazer um curso em CORUMBÁ. Passando a ser CABO DA PM, e no mesmo ano foi destacado para BELA VISTA na fronteira.
Em 1953, foram chamados para atender uma Ocorrência, numa festa na Divisa do Estado. Onde no meio da Briga ocorreu o assassinato do DELEGADO, e um dos Policiais foi retalhado com faca, e o CABO ALVARENGA, foi alvejado com vários tiros, ficando entre a Vida e a MORTE, foi socorrido e levado para a cidade de Campo Grande. Ficando internado no Hospital por (04) meses.
No ano de 1954, devido a ocorrência dos fatos veio a APOSENTAR-SE. Voltou para a cidade de RIO VERDE, e ficou a serviço do GOVERNO no destacamento do (Quinto BPM) até sair sua Aposentadoria Definitiva. Ele é o (3º terceiro filho) de (11 onze irmãos) seus PAIS: Foi casado com dona CARMÉLIA DUARTE ALVARENGA, por 44 anos.
Seu bendito é PAI de 08 filhos, AVÔ de 12 netos e BISAVÔ de 20 bisnetos. Sendo uma neta cabo da Policial Militar no município de Coxim.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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