Economia
Analistas mantêm projeções para o PIB e reduzem as do dólar
Economia
Economistas do setor financeiro mantiveram a previsão de crescimento da economia para 2017 e 2018 apesar da instabilidade do mercado na última semana
Da Redação
Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para o crescimento do PIB em 2017 e 2018, em 0,50% e 2,50%, respectivamente, apesar do aumento da incerteza política da última semana. A estabilidade nas previsões de crescimento no Boletim Focus acontece após instabilidade vista no mercado financeiro na última semana, em razão de delação premiada de Joeley Batista envolvendo o presidente Michel Temer. A notícia de gravação feita pelo empresário, um dos donos da JBS, derrubou a Bolsa e fez o dólar disparar.
O Focus foi divulgado nesta segunda-feira, e as estimativas foram colhidas junto aos economistas na tarde da última sexta-teira. Na visão de alguns analistas, a crise política pode prejudicar a recuperação da atividade.
A aposta para a cotação do dólar ao final do ano caiu em 2016, de 3,23 reais para 3,25 reais. E a estimativa para o preço da moeda americana no fim de 2018 permaneceu em 3,36 reais.
As previsões para a inflação também seguem em queda, permanecendo abaixo do centro da meta de 4,5% estipulada pelo governo. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caíram para 3,92% ao final deste ano. A previsão é 0,01 ponto percentual a menos do que na semana anterior, e a 11ª redução seguida. Para o ano que vem, a redução foi de 0,02 ponto, chegando a 4,34%.
Em relação à produção industrial, houve avanço no projetado para 2017, e a alta passou de 1,25% para 1,30%. Há um mês, estava em 1,36%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 2,50%, mesmo porcentual de quatro semanas
Fonte:Estadão Conteúdo e Reuters
Economia
Beneficiários com NIS de final 7 recebem Bolsa Família de setembro
A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (25) a parcela de setembro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 7. Neste mês, 19,29 milhões de família serão beneficiadas, com o valor médio do benefício em R$ 678,18.

Os moradores de 179 municípios de sete estados receberam o crédito no último dia 17, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficiou localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Acre (todos os 22 municípios), Amazonas (três municípios), Paraíba (31), Rio Grande do Norte (113), Roraima (seis), São Paulo (um) e Sergipe (três).
A lista dos municípios com pagamento unificado está disponível aqui.
O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos. Os valores terão reajuste em outubro.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.
Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
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