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PROPINA, MILAGRE OU CORRUPÇÃO?

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Com salário de R$ 70 mil não dá para comprar uma fazenda em 20 anos!

Da Redação

 

Vejas as contas feitas e descubra que a maioria ficou ricos e milionários com uma “ajudinha” do dinheiro ilícito subtraído dos cofres públicos.

ESTAMOS DE OLHO – Enriquecimento ilícito é crime. Você se pergunta como uma pessoa, que sem um centavo nos bolsos, ou até mesmo uma pessoa que ganha um salário acima de R$ 70 mil por mês pode virar milionária da noite para o dia? Seria um milagre? Algumas até sem trabalhar, sem ser ladrão profissional – aquele que usa arma de fogo -, sem ganhar em jogos das loterias da Caixa Econômica Federal (CEF) e sem ter recebido herança de milhões, de repente, sem mais nem menos aparecem milionárias ou até bilionárias.

Só para se começar, existem  políticos, ex-políticos e até mesmo conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE), que são donos de seis, sete e até oito fazendas e realzão leilões de gado.

Fato que pareceria impossível para quem ganha um bom salário, mas que não daria para comprar tanta coisa em menos de 20 anos.

Você também se pergunta, como uma pessoa que ganha um salário de R$ 70 mil, um bom salário, mas só como exemplo: consegue comprar seis fazendas, mais de 30 mil cabeças de gado, uma casa em outro país, manter uma mansão de alto de luxo em condomínio de luxo  caríssimo, com muitos empregados, viajar constantemente para outros países, principalmente para a Europa, Japão e Estados Unidos com hospedagens em hotéis cinco estrelas, comprar carros importados, lanchas, alugar constantemente helicóptero para trabalhar ou passear e até comprar avião?

E quem ganha um salário acima de R$ 70 mil? Acompanhe: executivos de grandes empresas, principalmente de multinacionais,  jogadores de futebol e outros esportes, senadores, vereadores, deputados estaduais e federais, desembargadores, juízes, promotores, ministros da Alta Corte do País, ministro do Governo Federal, secretários de Estado, e municipais, além de conselheiros de Tribunais de Contas de Estado e da União.

FAÇA AS CONTAS – Para início de conversa, quem ganha R$ 70 mil por mês como salário ou com qualquer outra atividade, é obrigado a deixar 30% para o Leão do Imposto de Renda (IR) e isso já representa R$ 21 mil a menos. Ou seja, dos R$ 70 mil sobram R$ 49 mil.

Com esses R$ 49 mil você pode comprar uma boa casa. Ter um bom carro. Comer bem, vestir bem, viajar pelo menos duas vezes por ano para outras cidades brasileiras e até para fora do País. Manter os filhos em um bom colégio, mesmo isso custando muito caro, uma verdadeira fortuna.

Agora quanto custa tudo isso? Uma boa casa em um condomínio de luxo custa caro, mas você pode pagar. Exemplo: um terreno em um condomínio de luxo não sai por menos de R$ 400 mil, mas que você pode dividir.

Depois de comprar o terreno você também pode dividir o financiamento para a construção de sua casa, que não vai sair por menos de R$ 1.5 mil. Vá somando. Terreno comprado, casa pronto você vai habitar sua casa nova. Lpá vem mais um despesa: mais de R$ 3 mil de condomínio, alguns chegam atpé a R$ 5 mil por mês.

VÁ SOMANDO AI – Dos R$ 400.000,00  que você financiou o terreno, você vai pagar 120 boletos bancários de R$ 3.300,00.  Dos R$ 1.500,000,00 que você também financiou para construir a casa, você vai pagar 120 boletos de R$ 12.500,00.

Somando os dois financiamentos e mais o condomínio de sua casa, você vai desembolsar mensalmente R$ R$ 18.800,00.Ou seja, sua renda de R$ 70 mil, menos o Imposto de Renda e as despesas de sua casa, só sobra R$ R$ 40,200,00. Uma boa grana.

CONTINUE SOMANDO – Ai você compra um carro importado para pagar R$ 3 mil por mês. Seus dois filhos estudam em um colégio e paga R$ 3 mil. O lanche de seus filho, R$ 40 por dia: R$ 20 para cada um, além dos livros, material escolar e uniformes você tem que desembolsa em média R$ 1.200, 800,00 por mês.
Como você mora bem e não pode andar de qualquer jeito, ainda vai gastar, em média com roupas, sábados, joias, gasolina, lanches e comidas em restaurante, pelo menos R$ 6 mil por mês.

Em casa, com salários para pelo menos três  empregados (incluindo os salários e direitos trabalhistas e o vale-transporte), água, luz, telefone, internet, alimentação,  bebidas, sucos e frutas você ainda vai gastar uma faixa de R$ 15 mil.

Ou seja, somando tudo, são menos R$ 28 mil dos R$ 40 mil que sobraram depois que você financiou a casa e o terreno. Do total geral de seu salário de R$ 70 mil ainda vão lhe sobrar R$ 12 mil limpos. Ou seja, sua mordomia, mesmo gastando muito, seus R$ 70 mil lícitos vão lhe render bem, bons momentos, e ainda vai sobrar uma boa grana.

A REALIDADE – Sua sobra de salário é alta, R$ 12 mil, é um bom dinheiro, é uma boa reserva, pois R$ 58 mil de seu salário de R$ 70 mil são intocáveis. É uma despesa que você tem todos os meses. Renda. Podemos afirmar que é uma despesa carimbada.

Agora a realidade, com sua sobra de R$ 12 mil não dá para você comprar uma fazenda, mesmo uma fazenda bem baratinha, avaliada em R$ 5 milhões. Se não dá para comprar uma fazenda, quanto mais para comprar seis fazendas.

Também não dá para você comprar uma fazenda, seis fazendas, um avião e uma casa fora do Brasil, principalmente em países considerados de alto custo, como a Suíça, onde o poder aquisitivo é muito alto, mas também as coisas para comprar, principalmente imóveis são muito altos.

PROVA DO CRIME – Mesmo ganhando um salário de “marajá” de R$ 70 mil por mês, para você comprar apenas uma fazenda, um avião e uma casa fora do Brasil. Bens avaliados em mais de R$ 20 milhões, você e sua família teriam de deixar de comer e de pagar qualquer tipo de dívida por um longo período de 260 meses. Ou 23 anos e quatro meses sem gastar um tostão do seu grande salário.

O que se hoje é simplesmente uma confissão oficial de crime de enriquecimento ilícito. O cara entra na política e em qualquer cargo público sem um centavo no bolso, muitas vezes até sem uma casa para morar, mas em poucos meses de emprego ou mandato o cara já compra uma camionete importada, uma casa em um condomínio de luxo, uma, duas, muitas vezes seis fazendas, um avião, uma casa de praia e uma mansão fora do País.

O POVO FALA – “Não digo todos,  mas a maioria  dos políticos e das pessoas que trabalham para os governos estadual, municipal e federal e que ganham altos salários ficaram rico do dia para a noite e antes não tinham, um centavo do bolso”, ironiza dona Marta, de 45 anos, residente na Morada da Serra, em Cuiabá e ela detona:

–  “Vocês tem um exemplo bastante conhecido, o tal do Eder de Moraes. Esse sujeito era um simples bancário – nada contra os bancários -, que como todos nós sabemos, ganham um salário de miséria, mas foi só entrar para a Política como apadrinhado do Blairo Maggi, ficou rico, milionário. Ou não é verdade”, conclui dona Marta.

“É fácil conhecer um ladrão. Como é que um cara que ganha R$ 50 mil, que é muito dinheiro, mas não dá para ele comprar avião, mansão e fazenda com esse salário. A não ser que ele deixe de comprar tudo e até de comer por muitos anos. O pior é que esses ladrões  ainda são caras-de-pau”, também ironiza o senhor Paulo, de 53 anos, morador do centro de Cuiabá.

“Conheço muita gente do alto escalão e com altos salários do Governo, da Justiça, do TCE  e políticos com ganham bons salários, mas que mesmo assim, com toda essa grana não teriam às mínimas condições de comprar, sequer uma fazenda de porteira fechada, com mais de cinco mil cabeças de gado dentro. Só que essas pessoas tem, e se for investigada como triplicou suas fortunas em pouco tem, não teriam condições de provar o que tem, como ganharam e automaticamente seriam presas em crime de enriquecimento ilícito”, pondera um funcionária pública do alto escalão do Governo de mato Grosso, de 56 anos, moradora do Bosque da Saúde, em Cuiabá.

E ela desabafa: “Fico pensando. Ganho muito bem. Meu marido ganha muito mais do que eu também como funcionário público federal aposentado e agora advogado. Talvez uma renda mensal de mais de R$ 60 mil, mesmo assim  nós não conseguimos, muitas vezes, sequer sair de Cuiabá em uma viagem de férias mais longa”.

SIMPLES ASSIM – Recentemente a Polícia Civil de Mato Grosso desbaratou uma grande quadrilha de ladrões especialistas em roubos e furtos de bancos simplesmente porque eles (os bandidos) passaram a gastar muito dinheiro com compras de carros de luxo e, principalmente porque a quadrilha começou a esnobar e ostentar riqueza.

Além de comprar carros de luxo, pagos à vista, os bandidos também começaram a gastar o dinheiro fácil que ganharam, com viagens pelos locais mais caros e luxuosos do litoral brasileiro, com hospedagens em hotéis cinco estrelas.

E os bandidos ainda completaram a ostentação alugando até helicóptero numa cidade praiana do Rio de janeiro. E simples assim, apenas monitorando os gastos da quadrilha identificou  todos, prendeu quase todos, pois dois ainda estão foragidos.

 

 

 

Fonte: Pagina do Estado

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Estudantes visitam sede do Judiciário Estadual e vivenciam a prática do Direito

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Mulher de blazer branco discursa para grupo de jovens reunidos em semicírculo em sala com vitrines e quadros históricos nas paredes.Assistir a uma sessão de julgamento, conhecer os bastidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e conversar diretamente com uma magistrada foram experiências que aproximaram os acadêmicos de Direito da Fasipe – campus Cuiabá da realidade das carreiras jurídicas nesta terça-feira (09). A visita foi realizada por meio do projeto Nosso Judiciário, iniciativa do TJMT que abre as portas da instituição a estudantes e promove uma imersão no funcionamento do Poder Judiciário.

Após acompanharem uma sessão de julgamento e conhecerem diferentes espaços do Palácio da Justiça, os alunos participaram de uma conversa com a juíza auxiliar da Presidência Christiane da Costa Marques Neves, no Espaço Memória.

Mulher de cabelos castanhos ondulados, óculos e blazer branco sorri para a câmera. Ao fundo, painel iluminado do Memorial do Judiciário Mato-Grossense.Durante o encontro, a magistrada compartilhou sua trajetória profissional, iniciada em 1999, quando assumiu sua primeira comarca em Canarana, e falou sobre os desafios e as oportunidades da carreira jurídica. “A magistratura é uma carreira valiosa. Nós podemos ser muito úteis e fazer a diferença na vida de muitas pessoas. Se as pessoas saírem da nossa presença melhor do que chegaram, ou menos sofridas do que chegaram, nós já ganhamos muita coisa”, destacou.

A juíza também ressaltou a importância de os estudantes conhecerem de perto o funcionamento do Judiciário ainda durante a graduação. “Eu não tive essa oportunidade quando estava na faculdade. Ter contato com juízes, profissionais da área do Direito e conhecer a estrutura do Tribunal faz toda a diferença. Aproxima a comunidade acadêmica e ajuda os estudantes a compreenderem melhor as diversas carreiras jurídicas”, afirmou.

Teoria aplicada na prática

Mulher de cabelos longos loiros, blusa azul royal com renda branca, sorri para a câmera. Ao fundo, painel do Memorial do Judiciário Mato-Grossense.Para a professora de Processo Civil da Fasipe, Luana Fátima Zapello, a visita complementa o aprendizado desenvolvido em sala de aula. “Essa visita é muito importante porque os alunos acabam vivenciando na prática aquilo que a gente repassa na teoria. Especialmente em Processo Civil, eles puderam acompanhar temas relacionados a recursos, sustentação oral, julgamentos monocráticos e colegiados, conteúdos que trabalhamos durante o curso”, explicou.

Segundo a docente, a atividade também integra a avaliação acadêmica. “Os alunos elaboram um relatório sobre o que aprenderam durante a visita, transformando a experiência em uma atividade avaliativa”.

Inspiração para o futuro profissional

Jovem de cabelos longos escuros, vestido rosa, e mulher de óculos, blazer branco, seguram juntas um Glossário Jurídico. Ao fundo, painel do Memorial do Judiciário Mato-Grossense.A acadêmica Vivian Raysa Silva, do quinto semestre, destacou a importância de observar na prática os conceitos estudados em sala de aula. “Na teoria a gente aprende muita coisa, mas ver uma sessão de julgamento e conhecer como tudo funciona na prática é diferente. Foi uma experiência muito enriquecedora. Eu não imaginava a dimensão do Judiciário quando entrei na faculdade e hoje vejo que a magistratura é uma carreira que gostaria de seguir”.

Homem de óculos redondos, camisa preta, e mulher de blazer branco seguram um Glossário Jurídico. Ao fundo, painel do Memorial do Judiciário Mato-Grossense.Já o aluno Umberto Saddi Almeida Paschoalin, do décimo semestre, afirmou que a visita reforçou sua motivação para ingressar na magistratura. “Foi um dia de muito aprendizado. Eu me inspiro no meu avô, o desembargador aposentado Manoel Ornellas de Almeida, e estar aqui hoje, inclusive vendo a história dele retratada no memorial, aumentou ainda mais minha vontade de seguir esse caminho profissional”.

O projeto Nosso Judiciário recebe instituições de ensino na sede do Tribunal de Justiça, em Cuiabá. Durante a visita guiada, os participantes acompanham sessões de julgamento, conhecem as dependências do prédio, visitam o Espaço Memória e recebem exemplares do Glossário Jurídico, editado e publicado pelo TJMT.

Para agendar uma visita ao Palácio da Justiça de Mato Grosso ou para levar o projeto a instituições de ensino, basta entrar em contato pelos telefones (65) 3617-3032 ou 3617-3516.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Junior Silgueiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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