Economia
‘Queremos chegar a 2025 com 200 cidades atendidas por transporte aéreo’, diz secretário de Aviação
Economia
Da Redação
O secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, afirmou neste domingo que o governo espera chegar a 2025 na marca de 200 cidades atendidas pelo transporte aéreo no Brasil. “O primeiro dever nosso foi abrir (o mercado) ao capital estrangeiro”, disse Glanzmann. “O segundo dever é o da liberalização de serviços aéreos. Este é um mercado com grande potencial de crescimento”.
O secretário afirmou que a abertura do mercado de aviação ao capital estrangeiro, promovida este ano “após décadas de discussões”, pode revolucionar o mercado brasileiro. “Devemos fechar este ano acima de 200 milhões de passageiros”, pontuou, durante evento em Brasília. “Queremos chegar até 2025 com 200 cidades atendidas por transporte aéreo, que é mais eficiente.”
Glanzmann pontuou ainda que estão sendo entregues aeroportos importantes em 2019. Ele citou os aeroportos de Florianópolis, já entregue este ano, e os aeroportos de Porto Alegre, Salvador e Fortaleza, que ainda serão entregues. “Essas são as principais entregas em termos de aeroportos, de infraestrutura aeroportuária.”
O secretário defendeu, no entanto, que o desafio da infraestrutura no setor de aviação está endereçado no Brasil. “Temos novos desafios, que vêm da liberação do transporte aéreo, da liberação ao capital estrangeiro e também da desregulamentação”, disse. “Estamos trabalhando para que operações low cost (baixo custo) cresçam. Há grande espaço de crescimento”, citou. “O brasileiro, assim como o sul-americano, é muito sensível ao preço (das passagens aéreas). Mas entendemos que ainda temos espaço para redução deste preço.”
Glanzmann disse ainda que houve avanços em matéria de custos este ano, com a redução de ICMS do querosene de aviação em vários Estados brasileiros. “São Paulo reduziu de 25% para 12% o ICMS, dentro de um programa de incentivo para voos para a cidade”, citou. “O governo brasileiro tem visão otimista no mercado de aviação civil. Temos condições de, nos próximos anos, entregar a um transporte aéreo de qualidade”, completou.
Glanzmann participa hoje de um evento da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), o “16º ALTA Airline Leaders Forum”, em Brasília. O evento vai até 29 de outubro.
Fonte: O Estado de S.Paulo / https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,queremos-chegar-a-2025-com-200-cidades-atendidas-por-transporte-aereo-diz-secretario-de-aviacao,70003065744
Foto: Fabio Motta/Estadão
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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