Mato Grosso
Em Confresa, PJC apreende carga de madeira irregular avaliada em R$ 16 mil
Mato Grosso
Da Redação
Um caminhão carregado de madeira ilegal avaliada em cerca de R$ 16 mil foi apreendido pela Polícia Judiciária Civil do município de Confresa (1.160 km a Nordeste de Cuiabá), na noite de quinta-feira (17.10).
O motorista do caminhão, M.A.V.G. de 44 anos, foi autuado no Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), pela prática de crime ambiental de transporte ilegal de madeira.
As diligências iniciaram após denúncia sobre um veículo que teria saído do estado do Pará para Mato Grosso, na região de Confresa, transportando toras de produto florestal extraído de forma irregular.
Diante das informações, os policiais civis realizaram diligências e conseguiram localizar um caminhão com as mesmas características indicadas, estacionado em um posto de combustível.
Durante a abordagem foi verificado se tratar de madeira da espécie “cambará”, já serradas em formas de vigotas, totalizando aproximadamente 15 metros cúbicos. A carga está avaliada em cerca de R$ 16 mil e era transportada sem autorização e documentos obrigatórios.
Diante do flagrante, o condutor do veículo foi detido e levado para Delegacia de Confresa, onde foi interrogado e responderá a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), por transporte ilegal de madeira, ficando compromissado a comparecer em juízo quando intimado.
Já os 15 metros cúbicos de madeira irregular foram doados para a APAE de Confresa.
Fonte: PJC-MT / Foto: PJC-MT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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