Mato Grosso
Mãe, filho e outros três são presos por tráfico de drogas em Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
A Polícia Militar (PM) conduziu para a Central de Flagrantes na tarde desta terça-feira (15) cinco pessoas envolvidas com o tráfico de entorpecentes na região da Vila Rosa, em Cuiabá.
De acordo com as informações, a polícia tinha a informação de que em uma residência no referido bairro existia um constante fluxo de pessoas e que o local seria utilizado como ponto de vendas de entorpecentes. Após a chegada da polícia no local foi constatado que no local havia uma grande quantidade de substância análoga a maconha, pasta base e cocaína.
Foram presos pela polícia quatro pessoas identificadas como, Keyfty Tarcisio dos Reis, 35 anos, Nayra Rosana Borges, 40 anos, Ryan Carlos Souza, 18 anos e Jeferson Fernandes de Lara, 30 anos, além dos maiores ainda foi apreendido um menor identificado como H.H.A, 16 anos.
Ainda de acordo com as informações, o menor apreendido é filho de Nayra que já possui passagens pela polícia por tráfico de drogas, ao ser questionada, a mulher negou qualquer participação no crime e afirmou que havia ido buscar os filhos que estavam na rua, o menor também nega os fatos, já em relação aos outros três elementos, os mesmos preferiram se manter em silêncio.
De acordo com o Tem. Cel. Guimarães que atendeu a ocorrência, todos os envolvidos possuem passagens pela polícia, disse ainda que um dos elementos resistiu a prisão e precisou ser contido com o uso de força moderada pelos policiais. Além da grande quantidade de entorpecentes apreendida no local, foram apreendidas balanças de precisão, uma grande quantidade em dinheiro trocado, rolos de plástico filme, dentre outros apetrechos que normalmente são utilizados na preparação do entorpecente para a venda.
Os cinco envolvidos foram encaminhados para a Polícia Judiciária Civil (PJC) onde ficam a disposição da justiça e devem responder por tráfico de drogas.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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