Mato Grosso
Após ser informado por namorada, menor de 14 anos e mais dois comparsas roubam loja de comunicações em Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
Uma loja de comunicações que fica no bairro Dom Aquino, em Cuiabá, foi invadida por três criminosos na tarde desta segunda-feira (07).
De acordo com as informações, três homens armados entraram no local e renderam cerca de quinze funcionários, logo em seguida roubaram celulares, dinheiro, dentre outros pertences. A Polícia Militar (PM) foi acionada e esteve no local onde foram informados de que um dos suspeitos era namorado de uma funcionária que não tinha ido trabalhar, além disso, este mesmo suspeito já teria trabalhado no local.
Foram roubados cerca de 15 aparelhos de celulares, através de um dos aparelhos os policiais conseguiram chegar até os criminosos que estavam nas proximidades da Ponte Sérgio Motta, divisa de Cuiabá com Várzea Grande.
No momento que os policiais chegaram dois dos suspeitos se jogaram no rio, um adolescente de 14 anos foi apreendido, de acordo com a polícia ele que teria sido informado pela namorada de 19 anos que aquele seria o dia que os funcionários receberiam o pagamento.
O menor juntamente com a namorada foi encaminhado para a Central de Flagrantes de Cuiabá onde foi lavrado um Boletim de Ocorrência. A Polícia Militar conseguiu localizar apenas cinco aparelhos, já que no momento que os criminosos viram os policiais eles jogaram vários aparelhos dentro do Rio Cuiabá.
Os outros dois suspeitos que se jogaram no rio não foram localizados pela PM. As vítimas também foram até a Central de Flagrantes para registrar o Boletim de Ocorrência.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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