Mato Grosso
Professor de escola municipal de Cuiabá é acusado de estupro de aluna
Mato Grosso
Da Redação
Um professor de educação física de uma escola municipal da capital que não teve o nome divulgado foi acusado de ter estuprado uma aluna de sete anos de idade.
De acordo com as informações, o professor foi flagrado andando de mãos dadas com a menina, após ser questionada a vítima teria dito que homem a puxou com toda força e a obrigou se sentar no colo dele, posteriormente ele teria passado a mão nas partes intimas da menor.
A Polícia Militar (PM) foi acionada para atender uma ocorrência no Distrito Industrial, bairro onde a escola está localizada. No local a mãe da vítima informou que a cuidadora da criança havia flagrado a mesma andando abraçada com o professor.
Ao questionar a filha sobre o fato, a criança teria dito que o professor passou as mãos em sua perna e na virilha, uma testemunha confirmou a versão. A PM foi na manhã desta quinta-feira (03) até a escola onde foram informados que o professor não teria ido trabalhar.
A direção da escola está acompanhando o caso. No dia em que a PM foi ao local, na manhã de quinta-feira (3), o professor não havia ido trabalhar. Um boletim de ocorrência foi registrado e a vítima juntamente com a família foi encaminhada para a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica).
A Secretária Municipal de Educação informou através de nota que afastou o professor até que os fatos sejam esclarecidos, disse ainda que está acompanhando o caso. Caso seja comprovado o crime a secretaria informou que serão tomadas medidas administrativas para punir o servidor.
Leia a nota na íntegra
“A Secretaria de Educação de Cuiabá está aguardando as informações oficiais em relação à situação. Mas, assim que tomou conhecimento da denuncia, na manhã desta quinta-feira (3), encaminhou uma equipe multifuncional a unidade. O professor foi afastado de suas funções até que todos os fatos sejam apurados por uma sindicância onde todos os envolvidos serão ouvidos. Após isso, serão adotadas as medidas administrativas cabíveis”
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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