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Namorada de Branquinho presta depoimento sobre caso Marcelo Ferraz

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Da Redação

A Polícia Judiciária Civil (PJC) localizou a namorada de Jonh Lennon da Silva, vulgo “Branquinho”, autor do homicídio do jornalista e escritor, Marcelo Leite Ferraz, 38 anos que aconteceu no último sábado (28), no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

A mulher havia sido citada por Jonh Lennon como o elemento que levou o assassino a cometer o crime, de acordo com mesmo, ele teria flagrado a namorada, que ainda não teve a identidade revelada, fazendo sexo oral da vítima.

No seu depoimento, a mulher desmentiu parcialmente a versão apresentada pelo assassino, disse que de fato tinha um relacionamento com Branquinho, disse ainda que no dia do crime estava no terreno baldio juntamente com o jornalista e mais um usuário de drogas.

A versão apresentada pela mulher, afirma que em determinado momento a mesma teria saído do local retornando momentos depois, posteriormente teria se desentendido com o grupo e novamente teria saído do local e não mais voltado.

A mulher disse ainda que após sair do terreno foi até uma casa abandonada que serviria como abrigo para usuários de entorpecentes, afirmou também que no dia do crime estaria a dias sem comer e que o autor do crime teria dito que conseguiria dinheiro com o jornalista para comprar drogas.

A mulher relata ainda, que aproximadamente vinte minutos depois Branquinho teria ido até a casa abandonada, sem dizer o que teria feito, afirmou que estava arrependido de algo que teria feito. Após a chegada na casa abandonada Branquinho e a mulher teriam discutido por causa que o namorado não teria chegado com a droga, posteriormente ele teria saído afirmando que conseguiria o entorpecente, retornando em seguida com a substância.

Em dado momento os dois teriam voltado a discutir, desta vez por conta de ciúmes, já que no local existia a presença de outras pessoas, fato que teria desencadeado ciúmes por parte de Branquinho.

A PJC continua investigando o caso para esclarecer definitivamente o que teria acontecido no dia do crime.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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