Mato Grosso
Polícia Militar registra quatro casos de violência doméstica durante a última madrugada
Mato Grosso
Da Redação
Quatro casos de violência doméstica foram registrados na madrugada desta quinta-feira (03), em Cuiabá.
O primeiro caso da madrugada foi registrado pouco mais da meia noite, a polícia foi acionada para atender uma ocorrência no bairro Osmar Cabral, uma mulher de 38 anos chamou a polícia após ser espancada pelo irmão de 45 anos. De acordo com a vítima, o irmão, que é dependente químico chegou em casa sob efeito de entorpecentes e teria partido para cima da mão que é uma idosa.
O suspeito que não teve o nome divulgado chegou a arrombar a porta da residência e após ter conseguido adentrar teria partido para cima da mãe, a irmã, para defender a idosa teria entrado em luta corporal com o irmão. Vizinhos impediram o suspeito de dar continuidade nas agressões, eles imobilizaram o suspeito e aguardaram a chegada dos policiais.
Já no bairro Residencial Coxipó, por volta de 01h10, mais um caso de agressão foi registrado, novamente o uso de entorpecentes fazia parte da ocorrência, desta vez uma mulher de 43 anos teria sido agredida pelo marido de 38 anos que chegou sob efeito de drogas, de acordo com a vítima, a mesma foi agredida sem nenhum motivo aparente. O companheiro teria desferido um soco no rosto da esposa causando uma lesão.
O terceiro caso da madrugada aconteceu no bairro Tancredo Neves, onde uma mulher de 23 anos foi agredida pelo marido de 20 anos, de acordo com a vítima o marido teria a agredido após ela perguntar sobre o horário que o mesmo havia chegado, o fato aconteceu por volta das 04h30.
Cerca de 15 minutos depois do terceiro caso a polícia foi acionada para atender mais um caso de violência doméstica, desta vez no bairro Parque Ohara, onde um casal colombiano estariam brigando, a mulher de 26 anos foi agredida pelo marido de 34 anos, após ouvirem os gritos a polícia foi acionada por vizinhos.
Todos os envolvidos foram encaminhados para a Central de Flagrante onde foram lavrados os boletins de ocorrência, uma das vítimas, a que foi agredida pelo irmão, precisou receber atendimento médico.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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