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Grupo do Atlético-MG diz que respeita a campanha público zero no Independência

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Da Redação

Depois de seis derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG venceu o Ceará por 2 a 1, neste domingo, diante de pouco mais de 6 mil torcedores no estádio Independência, em Belo Horizonte. O movimento por público zero articulado por uma torcida organizada, em protesto pelo momento ruim do time, foi aderido também por torcedores comuns. Os espaços vazios não passaram despercebidos pelos jogadores atleticanos.

Um dos líderes do elenco, o lateral-esquerdo Fábio Santos mostrou compreensão com o ato de contestação. Além disso, afirmou que um jogo não é o suficiente para que o time consiga uma reaproximação com a torcida. “Não é um jogo que vai fazer com que volte a confiança, a gente tem que reconquistar a confiança do torcedor aos poucos, fazer com que ele voltem ao Independência”, avaliou.

De fato, a vitória em casa contra o Ceará, time que briga contra o rebaixamento, ainda é pouco para o Atlético-MG mostrar que pode chegar mais longe no Brasileirão, única competição que restou após a eliminação para o Colón, da Argentina, na semifinal da Copa Sul-Americana, na última quinta-feira. O desânimo após a queda no torneio continental é um dos fatores que influenciou no baixo público presente no estádio Independência.

“É diferente. A gente entende a parte da torcida que está triste e chateada pela eliminação, mas o que eu falo é que a gente tem que olhar para frente. Não podemos ficar tristes, lamentando. Conseguimos ganhar em casa e isso é importante”, disse Otero, autor do primeiro gol atleticano.

“Nunca joguei com o estádio tão vazio nesses sete anos de clube. Falei para os companheiros não ligarem. O torcedor vai cobrar porque é uma camisa que pesa bastante. Só a gente se unir, se apegar com Deus cada vez mais. Eu fico feliz, foi mais um jogo emocionante”, reforçou Luan, que marcou o gol da vitória.

A comemoração do atacante, aliás, chamou a atenção, uma vez que ele colocou os dedos nos ouvidos, gesto que poderia ser interpretado como uma resposta à torcida. Segundo o próprio Luan, foi uma referência ao jogador holandês Memphis Depay, que joga no Lyon e comemora da mesma maneira.

Fonte: Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,grupo-do-atletico-mg-diz-que-respeita-a-campanha-publico-zero-no-independencia,70003030536

Foto: Bruno Cantini/Atlético

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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