Mato Grosso
PM fecha baile funk regado a álcool e drogas
Mato Grosso
Da Redação
A Polícia Militar (PM) encerrou um baile funk que estava acontecendo no Clube Social Balneário Reforço, no bairro São Mateus, em Cuiabá, na madrugada deste domingo (29).
A interdição aconteceu após várias denúncias de que no local estava sendo realizado o comércio de entorpecentes, além disso, as denúncias davam conta de que estavam sendo vendidas bebidas alcoólicas para menores de idade.
De acordo com o boletim de ocorrência, os militares se deslocaram até o clube e ao chegarem no local foram recebidos a pedradas por algumas pessoas que participavam do evento, várias pessoas tentaram se evadir do local, pulando muros e se escondendo em banheiros e em qualquer lugar que pudesse ser um bom esconderijo.
Os policiais tiveram que controlar um princípio de tumulto que a chegada das guarnições acabou causando, após adentrarem no local, foram encontrados principalmente dentro dos banheiros inúmeros papelotes de substância análoga a cocaína já abertos, fato que indicava que ali estavam sendo consumidos os entorpecentes.
Além disso, ainda foram encontrados menores fazendo uso de bebidas alcoólicas, todos foram apreendidos e encaminhados a Central de Flagrantes onde foi lavrado o boletim de ocorrência.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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