Mato Grosso
Treze pessoas são presas durante operação ‘Ordem Pública’ em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
As forças de segurança cumpriram 25 mandados de busca, apreensões e prisões durante dois dias da operação “Ordem Pública”, deflagrada na quarta-feira (18.09), em Várzea Grande. A ação, realizada simultaneamente na área central e periférica do município, tinha como alvo autores de homicídio, roubo e furto. Ao todo, 13 pessoas foram presas, sendo duas em flagrante delito.
Também foram abordados 324 pessoas e 272 veículos e uma arma de fogo foi apreendida. A operação é coordenada pela Secretaria Adjunta de Integração Operacional (Saiop), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). As ações policiais se concentraram na realização de bloqueios, fiscalizações de trânsito e de comércios, além de pinturas nos muros que foram pichados em apologia ao crime.
Participaram da operação profissionais da Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). A Prefeitura de Várzea Grande também é parceira da operação e vai disponibilizar agentes da Guarda Municipal e da Secretaria de Serviços Urbanos.
Ações preventivas
Também na cidade de Várzea Grande, na sexta-feira (20.09), as forças de segurança e demais parceiros se uniram para levar serviços e entretenimento a comunidade da região do Jardim dos Estados. Durante todo o dia, foi realizada na Escola Estadual Ubaldo Monteiro da Silva, a 9ª edição do projeto “Bairro Integrado”. Ao todo, foram prestados 390 atendimentos.
Dentre os serviços ofertados estão a confecção de documentos pessoais, orientação jurídica, registro de Boletim de Ocorrência, curso de artesanato, vacinas, fisioterapia, acupuntura, consulta e corte de cabelo.
O “Bairro Integrado” é um projeto da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e demais parceiros. Aos alunos da unidade escolar foi ministrado palestras sobre cidadania, prevenção às drogas, bullying, educação no trânsito e meio ambiente, além dos estandes com exposições de equipamentos de uso da polícia.
Foto: Sesp-MT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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