Mato Grosso
Operação Trypes cumpre 16 mandados de busca e apreensão em cinco cidades do Estado
Mato Grosso
Da Redação
Foi deflagrada nesta quinta-feira (26) pela Polícia Federal (PF) a Operação Trypes, que tem como objetivo, a desarticulação de uma organização criminosa que atua na extração e comercialização de ouro retirados da Amazônia Legal.
Dezesseis mandados de busca e apreensão, dois mandados de suspensão de atividade econômica, dois mandados de bloqueio de conta e seis mandados de prisão preventiva estão sendo cumpridos por cerca de sessenta policiais, os mandados estão sendo cumpridos em cinco cidades de Mato Grosso (Aripuanã, Alta Floresta, Juína, Nova Bandeirantes e Paranaíta).
De acordo com as investigações, um grande esquema de lavagem de dinheiro facilitava a comercialização do ouro extraído de forma ilegal, além da emissão de documentos falsos ainda eram usadas contas bancárias abertas unicamente para a comercialização ilegal do ouro.
A operação foi arquitetada após a prisão de duas pessoas e a apreensão de 6,5 quilos de ouro avaliados em R$ 7 milhões em junho deste ano no aeroporto da cidade de Aripuanã (1200 km de Cuiabá).
As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso, o inquérito corre em segredo de justiça, porém a PF informou que os alvos desta quinta-feira, são considerados os chefes da organização criminosa.
A operação foi batizada de Trypes que é uma palavra de origem grega que significa buracos, o nome foi escolhido justamente para fazer uma alusão a forma que os criminosos deixaram a região em que o ouro era extraído, cheia de buracos.
Foto: Polícia Federal
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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