Mato Grosso
Homem deixa carro em “boca de fumo” e presta queixa de roubo
Mato Grosso
Da Redação
Um homem identificado como Thiago Cândido Martins de Oliveira, 27 anos, foi detido na noite do último sábado (21) em Cuiabá após uma falsa denúncia de roubo.
O suspeito acionou a Polícia Militar (PM) afirmando que havia sido vítima de um roubo nas proximidades do Parque de Exposições, o fato teria ocorrido por volta das 15h. Aos policiais ele afirmou que teria sido abordado por dois homens armados, teria sido amarrado e colocado no porta mala de carro.
Thiago ligou para a Polícia Militar por volta das 19h e relatou o suposto crime, após a ligação uma guarnição se dirigiu até a residência do suspeito, porém o mesmo não se encontrava no local. Os policiais então, entraram em contato com Thiago pelo celular, que afirmou que quando retornasse para sua residência entraria em contato com a polícia.
Thiago entrou em contato com os policiais por volta das 21h, momento em que uma guarnição retornou a residência da suposta vítima. Quando foi questionado sobre o suposto roubo, Thiago passou a se contradizer nas informações.
Os policiais passaram a desconfiar da versão apresentada por Thiago, já que o mesmo não sabia precisar o horário, o local do roubo, e nem mesmo como o crime teria ocorrido, além disso, teria dito que seu celular havia sido levado pelos criminosos, porém, o aparelho estava com ele.
Em dado momento, Thiago adentrou na residência para pegar seus documentos pessoais, foi então, que um primo afirmou aos policiais que Thiago era dependente químico e que havia ficado o dia todo desaparecido.
A suspeita levantada pela família foi de que Thiago, poderia ter deixado seu veículo em alguma “boca de fumo” e por este motivo estaria alegando que teria sido roubado.
Thiago foi encaminhado até a Central de Flagrantes para fazer a confecção do Boletim de Ocorrência, porém no momento em que o BO iria ser lavrado, o mesmo confessou que havia deixado o veículo em um ponto de vendas de entorpecentes e que não se lembraria do local.
Um novo BO foi lavrado, agora apontando Thiago como suspeito, já que o mesmo cometeu o crime de falsa comunicação de crime, o suspeito foi apresentado para a Polícia Judiciária Civil (PJC) onde foram tomadas as medidas cabíveis.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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