Mato Grosso
Mulher é presa com moto clonada em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
A Polícia Militar (PM) prendeu na noite desta quinta-feira (19) uma mulher que estava com uma moto clonada.
De acordo com as informações, Ludimila Araújo Teixeira, 19 anos, conduzia uma motocicleta Honda XRE, cor branca quando foi abordada por policiais por volta das 17h30 no Centro de Várzea Grande.
Após feita a checagem foi constatado vários indícios de adulteração, os policiais então, entraram em contato com o a pessoal na qual a motocicleta estaria registrada e o mesmo informou que é proprietário de uma motocicleta com as mesmas características, porém, o veículo estava parado a alguns dias. Além disso, o proprietário informou que várias multas foram registradas em lugares que o mesmo não frequentava.
Ao ser questionada, a suspeita afirmou que comprou a moto em um site de vendas e teria pago R$ 12 mil, porém não havia feito a transferência. Constatado o crime, Ludimila foi encaminhada para a Central de Flagrantes, em Várzea Grande onde foi lavrado um Boletim de Ocorrência.
O dono da motocicleta também se dirigiu até a Central de Flagrantes juntamente com a verdadeira, assim foi possível ter certeza que de fato o homem havia sido vítima de clonagem de veículo.
Ludimila deverá responder pelo crime de receptação, já que a moto teria sido furtada.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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