Mato Grosso

Trio é preso acusado de envolvimento em roubo de veículos de aplicativo

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Três pessoas foram presas nesta terça-feira (17) acusados de participação em roubos de veículos de motoristas de aplicativos.

De acordo com as informações, a Polícia Militar (PM) fazia rondas pela Rodovia dos Imigrantes quando avistaram uma viatura da concessionária que administra a via. Na viatura estava uma vítima de roubo que relatou que havia tidos eu veículo Renault Logan, cor branco, roubado por um casal no momento em que fazia uma corrida para os mesmos.

De acordo com a vítima, o homem estava armado com uma pistola e após ameaças levou o veículo juntamente com pertences e cerca de R$ 150,00 que estavam no interior do veículo.

Os policiais se dirigiram até a residência da vítima para obter informações sobre a localização do veículo, já que o mesmo possuía rastreador, porém foram informados que o aparelho estava desligado.

Após não ter tido sucesso em obter a localização do veículo, os policiais decidiram fazer abordagens no trevo que dá acesso ao bairro São Mateus. O casal suspeito já era conhecido pela polícia pela prática deste mesmo tipo de crime, além disso, a polícia tinha informações de que o casal morava na região e costumava abandonar os veículos que roubavam nas proximidades.

Os policiais encontraram os suspeitos após abordarem um veículo de aplicativo que seria a próxima vítima dos criminosos, de acordo com o motorista, o casal havia falado para o mesmo se dirigir até um local sem movimento nas proximidades do bairro.

Durante a revista pessoal ao suspeito identificado como Amilton Paulo Siqueira, 24 anos, foi encontrado um simulacro de pistola, a mesma utilizada no roubo do veículo Logan. Amilton ainda tentou fugir dos policiais, porém foi impedido pelos mesmos que usaram spray de pimenta para contê-lo.

Os policiais continuaram as diligências em busca de um outro comparsa de Amilton, após fazer a abordagem do suspeito identificado como, Elias Sousa Abreu, 35 anos, vários motoristas de aplicativos chegaram no local, os motoristas queriam fazer justiça com as próprias mãos, e partiram para cima dos suspeitos.

Os motoristas exaltados chegaram a agredir os suspeitos, porém, foram impedidos pelos policiais que prontamente encaminharam os suspeitos para a base da 3ª CIA do Bairro São Mateus, onde foi realizada a revista pessoal na suspeita Juliana Vieira Coenga Rondon, 19 anos. Em suas partes intimas, foi localizado o celular que pertence a vítima.

Os três foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, onde foi lavrado o Boletim de Ocorrência, e posteriormente os suspeitos foram apresentados ao delegado plantonista para serem tomadas as medidas cabíveis.

Já em relação ao veículo Logan, o mesmo foi encontrado posteriormente abandonado nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Vila Ipase.

Foto: CR2

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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