Mato Grosso
Bando acusado de envolvimento em roubo a bancos é preso em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
Cinco homens foram presos no último sábado (31) pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), ainda foram apreendidos inúmeras ferramentas que seriam utilizadas para fazer o arrombamento de caixas eletrônicos.
Artur Antunes Oires Ferreira, 29 anos, Magnum Francisco de Almeida, 37 anos, Nilton de Oliveira da Silva Júnior, 24 anos, Douglas Fonseca Sampaio, 26 anos e Lucas de Souza Ferreira, 22 anos, foram presos em Várzea Grande, de acordo com as informações, os cinco estavam se preparando para explodirem um caixa eletrônico de uma agencia bancária.
Segundo os policiais os suspeitos confessaram que estavam se preparando para irem até a cidade de Araputanga (371 km de Cuiabá) para roubar um banco, os suspeitos já participaram de outras ações no Estado e estavam sendo monitorados pela polícia.
A polícia recebeu informações que davam conta que os cinco deixariam Várzea Grande com destino a Araputanga, com a informação os policiais se deslocaram até um posto de combustíveis na Avenida Mário Andreazza e abordaram os suspeitos.
Ainda de acordo com os policiais, todos os presos respondem por crimes, Lucas, por exemplo, confessou aos policiais que participou de uma tentativa de furto em uma agencia do Banco do Brasil que ocorreu no último dia 22 de agosto, na rua Comandante Costa, na capital, o suspeito estaria envolvido ainda em um roubo de uma agência que aconteceu em maio do ano passado.
Os suspeitos possuem longa ficha criminal, e atuam no mundo do crime a vários anos, Arthur possui envolvimento no assalto de um antigo supermercado que aconteceu em 2009, nesta ocasião, os bandidos roubaram uma empresa de transportes financeiros no momento que o veículo fazia abastecimento dos caixas eletrônicos no supermercado.
Nilton Junior já foi preso em 2015 acusado de fazer parte de uma quadrilha especializada em roubo a estabelecimentos comerciais, na época, a operação recebeu o nome de “Bad Boys”. Douglas Sampaio tem passagens por roubo, associação criminosa e tráfico de drogas.
A polícia investiga se a quadrilha possui envolvimento com a explosão de um caixa eletrônico de uma agência do Banco do Brasil que aconteceu na madrugada desta segunda-feira (02), no bairro CPA I.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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