Mato Grosso

Quatro são presos após roubo em loja de móveis, em Várzea Grande

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Uma equipe de Rondas Ostensivas Tático-Móvel (Rotam) prendeu no final da manhã desta terça-feira (27) quatro homens acusados de terem roubado uma loja de móveis e eletrodomésticos localizada na Avenida Couto Magalhães, em Várzea Grande.

De acordo com as informações, os policiais foram informados via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) de que os criminosos teriam fugido do local com um Fiat Pálio, cor branco.

Ao entrar na rotatória de acesso a Estrada da Guarita o veículo foi avistado, os policiais então conseguiram de forma rápida abordar o veículo, mesmo com dois dos criminosos tentando se esconder dentro do veículo, com o intuito de engana-los, os policiais fizeram a abordagem sem que os suspeitos reagissem de alguma forma.

Dentro do veículo estavam: Valdeir Prins Pereira, 30 anos, Anderson Pires do Nascimento, 19 anos, Renan Soares de Oliveira, 27 anos e Luiz Fernando Valerian de Jesus, 19 anos. De acordo com os policiais, todos possuem passagens pela polícia por roubo e furto, Anderson e Luiz Fernando, fazem uso da tornozeleira eletrônica, ainda de acordo com policiais, os mesmos teriam deixado a tornozeleira descarregada para praticar o crime.

No interior do veículo foram encontrados 18 smartfones, joias, relógios, documentos pessoais de clientes, além dos produtos roubados, ainda foram encontrados em posse dos criminosos um revólver calibre 32, um simulacro de arma de fogo, uma pistola calibre 9mm e várias munições intactas.

Após uma checagem minuciosa, foi constado que o veículo utilizado no roubo havia sido roubado em maio, no bairro Jardim Imperial, em Cuiabá, na ocasião, homens armados abordaram o proprietário do veículo e após ameaças levaram o veículo. A suspeita, é de que os criminosos presos estejam também ligados ao roubo de veículos.

O veículo já havia sido completamente adulterado, as placas haviam sido trocadas, assim como o chassi remarcado, só foi possível constatar que era um produto de roubo após uma checagem minuciosa, na qual um aparelho faz o escaneamento de todo o veículo.

Os quatro suspeitos foram encaminhados até a Central de Flagrantes, em Várzea Grande, onde foram apresentados para o delegado plantonista.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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