Mato Grosso

Ação conjunta combate furtos de água em Cuiabá

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

A Polícia Civil, em ação conjunta com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), prendeu em flagrante um morador do bairro Jardim Imperial, em Cuiabá, por furto de água mediante fraude no sistema de abastecimento, popularmente conhecido por “gato”.

 A descoberta da fraude é fruto de fiscalização realizada pela empresa Águas Cuiabá, que após constatação de indícios de crimes, vem comunicando a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) da Capital, para responsabilização criminal dos donos dos imóveis.

Em um mês houve a requisição de 30 perícias para constatação de fraudes no abastecimento de água em bairros da capital, em apurações de mais de 500 registros de furtos de água comunicados na Polícia Civil, somente no primeiro semestre de 2019.

No imóvel, além de uma residência também funciona uma oficina. Esse mesmo endereço, no dia 26 de julho deste ano, já tinha sido alvo de perícia que constatou o furto de água, mas logo após, mesmo havendo notificação, houve novamente a ligação clandestina.Na terça-feira (20), J.C.T, 44 anos, foi flagrado pelo segunda vez praticando a fraude, por meio de ligação clandestina para ter acesso ao fornecimento de água, prejudicando outros moradores da região com a perda ou redução do volume de água que chega em suas redes residenciais de abastecimento. Ele foi apresentado em audiência de custódia na última quarta-feira (21).

A empresa Águas Cuiabá informou que havia 8 notificações anteriores de interrupção no fornecimento de água na mesma localidade. Os trabalhos de fiscalização tanto da empresa, quando da Polícia Civil e Politec foram intensificados para melhoria no abastecimento de água em Cuiabá, com foco na conscientização e penalização dos autores.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

Publicados

em


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA