Mato Grosso

Polícia Civil desarticula quadrilha de roubo e furto de veículos de locadoras que atuava em Mato Grosso

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

A Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERRFVA) deflagrou a operação “Rentalis”, na manhã da última sexta feira, (9) visando desarticular uma quadrilha que causou prejuízo aproximado de R$ 1 milhão com furto de carros de locadoras em Cáceres e na capital paulista.

O grupo criminoso é especializado no furto de veículos de empresas locadora, de acordo com as informações, o grupo levava os veículos para a Bolívia onde eram comercializados e muitas vezes desmontados.

A estimativa é de que os crimes praticados pela organização tenham gerado um prejuízo de mais de R$ 1 milhão apenas em 2019. Ainda de acordo com as informações em Mato Grosso a quadrilha costumava roubar e furtar principalmente caminhonetes, como Toyota Hilux e Volkswagen Amarok.

Apontado como chefe da organização criminosa, Alexandre Domingos Santana, mora no estado de São Paulo e comandava a quadrilha nos estados de Mato Grosso, Rondônia e São Paulo, segundo as investigações, Alexandre era o responsável por contratar os serviços de locadoras de veículos. Na residência do acusado foram encontrados várias chaves de veículos que haviam sido roubados, assim como documentos de veículos falsificados.

Além de Alexandre, ainda foram identificados como integrantes da organização, Wilton Jhon Ferreira de Souza, José Mauricio Mendes e Gerson do Nascimento Melo, todos moradores de Cáceres (380km de Cuiabá). De acordo com a denúncia, estes eram os responsáveis em levar os automóveis roubados ou furtados até o país vizinho.

Além dos três, ainda foram presas a esposa de Gerson, Geisa Lucia da Silva e Laura Michely da Silva, esposa de Wilton, elas eram, de acordo com a denúncia, as responsáveis por firmar contratos com locadoras e posteriormente entregar os veículos para os demais envolvidos na organização criminosa.

Eles devem responder pelos crimes de furto qualificado, estelionato, receptação, associação criminosa, falsa comunicação de crime e lavagem de dinheiro. Em uma das ações da quadrilha, os envolvidos tentaram furtar uma Mercedez Bens avaliada em R$ 150 mil, o qual seria levado para a Bolívia, mas o pesado veículo foi recuperado em Cáceres.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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