Mato Grosso

Duas carretas e um veículo de passeio se envolvem em acidente na BR-163; um óbito foi confirmado

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Um grave acidente envolvendo duas carretas e um carro de passeio deixou pelo menos um morto. De acordo com as informações preliminares, uma carreta Volvo, de cor branca, com placas de Ipaciguara – MG, uma segunda carreta Iveco Stralis, de cor vermelha, com placas de Jataí – GO e um Chevrolet Spin, de cor prata, com placas de Belo Horizonte – MG se envolveram no acidente na BR-163, em Sorriso (398km de Cuiabá), nas proximidades do Distrito de Primaverinha.

De acordo com a concessionária que administra a via, o motorista de uma das carretas, que ainda não foi identificado, teve o corpo dilacerado e morreu no local. Já no veículo de passeio estavam cinco pessoas, sendo quatro servidores da Prefeitura Municipal de Lucas do Rio Verde (375km de Cuiabá), além dos servidores, ainda estaria no veículo a vereadora Cristiane Dias (PT), que foi encaminhada para o Hospital São Lucas. De acordo com as informações a mesma está fora de perigo.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada e se dirigiu até o local para registrar o acidente, assim como, fazer o controle do trafego. A via está interditada aguardando a chegada das equipes de Perícia e Identificação Técnica (Politec) para fazer o laudo e constatar o óbito.

Ainda não há informações do que teria causado o acidente, os policiais passam a investigar as causas. O corpo do motorista de uma das carretas será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) daquela cidade, onde serão realizados exames de necropsia e reconhecimento facial.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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