Mato Grosso
Quadrilha de roubo de gado é desarticulada, em Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
Quatro pessoas envolvidas no roubo de 44 cabeças de gado, ocorrido na noite de sexta-feira (09.08), foram presas em flagrante pela Polícia Civil, durante diligências investigativas da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá. A ação resultou ainda na recuperação de todo gado roubado, que foi localizado em uma fazenda em Diamantino.
Pablo de Oliveira, 32, o “Gauchinho” Vladimir Marques da Cunha, 50, Levinaldo Fernandes de Oliveira, 34, conhecido como “Zóio” e João Ferreira Barroso Filho, 37, foram autuados em flagrante pelos crimes de roubo majorado e associação criminosa,
Os suspeitos já eram investigados pela Derf Cuiabá pelo envolvimento em roubos em propriedades rurais, quando foram identificados como autores do roubo de 44 bezerros, subtraídos na noite de sexta-feira (09), de uma fazenda, localizada entre os municípios de Várzea Grande e Jangada.
Na ocasião, dois homens armados renderam o caseiro da propriedade, que foi mantido amarrado, até que os demais integrantes do grupo chegassem com o caminhão utilizado para levar o gado.
Durante as investigações, a equipe da Derf apurou que Vladimir atuou como motorista do caminhão que transportou o gado e também foi quem escolheu a fazenda que seria alvo do roubo. Os demais suspeitos, Levinaldo e João Barroso, tinham a missão de separar e embarcar o gado roubado e Pablo era quem levava os criminosos ao local do crime.
Com a identificação dos autores, os policiais da Derf iniciaram as diligências para localizar e prender os suspeitos, sendo Vladimir e Levinaldo presos no bairro Alameda em Várzea Grande. Pablo foi capturado no bairro Santa Rosa, em Cuiabá e João Barroso, no bairro Jardim Tropical também na capital.
Os suspeitos foram conduzidos a Derf, onde interrogados pelo delegado Eduardo Rizzoto de Carvalho, confessaram a participação no roubo e disseram que receberiam aproximadamente R$ 2, 5 mil pela prática criminosa.
Com base nas informações passadas pelos detidos, os policiais continuaram as diligências conseguindo localizar os animais roubados, na fazenda na zona rural de Diamantino. O gado, que já estava com outra marcação, foi separado e devolvido ao verdadeiro proprietário.
Os veículos utilizados no roubo (um Ônix e uma caminhonete S-10) também foram apreendidos e encaminhados a Derf. Segundo o delegado, Eduardo Rizzoto, as investigações estão em andamento para identificar e prender outros envolvidos nos crimes.
“Todos os quatro presos são criminosos bastante conhecidos das Forças Policiais de Cuiabá e Várzea Grande, como criminosos contumazes de gado, estando inclusive dois deles envolvidos em um assalto recebente em uma fazenda em Chapada dos Guimarães”, destacou o delegado.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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