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Polícia Militar participa da campanha de doação de sangue ‘De Mãos Dadas pela Vida’

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

 

A Polícia Militar participa da campanha de doação de Sangue ‘De Mãos Dadas pela Vida’, organizada pela Comissão de Direito Sistêmico da Ordem dos Advogados (OAB-MT). 

Atendendo ao chamado da seccional da entidade de classe, policiais militares doaram sangue e incentivaram colegas, familiares e amigos a praticar esse ato de amor ao próximo tão fundamental à preservação da vida.

A coordenadora adjunta de Comunicação e Marketing da PM, capitã Raíssa Helena Amorim Farinha, não só doou como está apoiando a campanha e estimulando a participação de colegas militares.

Carlos Heliabe, de 34, já é doador regular, mas para essa campanha recebeu o convite do primo, o aluno soldado da Polícia Militar Rafael Cosmo. Angello Maranholi, estudante de Direito, também foi convidado, ou quase convocado por uma policial militar, no caso sua mãe, a sargento Sonia Maranholi.

Essa ação faz parte das comemorações do ‘Mês da Advocacia’ e é realizada em parceria com a Caixa de Assistência dos Advogados (CAA), da Polícia Militar e do Hemocentro MT.

Cleiva Dummel, membro da Comissão de Direito Sistêmico, explica que o objetivo é contribuir com a captação de sangue, a reposição e o aumento do estoque para que possam continuar salvando vidas, vidas que dependem desse ato de solidariedade.

Maurien Reinoso, enfermeira e gerente do Hemocentro, observa que campanhas como essas fazem com os estoques do banco de sangue aumentem e que conquistem novos doadores. Também fazem com que os doadores regulares se lembrem que já está no período de uma nova doação. Ela frisa que além do sangue usado nas transfusões comuns, as doações permitem a coleta de outros componentes a e o cadastramento no banco de medula óssea.

Ex-diretora do Hemocentro, a medica Elianne Curvo acompanhou a campanha em seu último dia de trabalho antes de oficializar a aposentadoria. Depois de 37 anos atuando na área da saúde, Eliana diz que o mais importante para quem vai até um banco de sangue fazer uma doação é a certeza que não está agindo pensando apenas em si mesmo, mas do próximo, no bem-comum. 

 

 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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