Esporte
Vila Nova desperdiça chance de vencer 2ª seguida e só empata contra o Figueirense
Esporte
Da Redação
O Vila Nova não conseguiu engatar a sua segunda vitória seguida no Campeonato Brasileiro da Série B ao empatar sem gols contra o Figueirense, neste sábado, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, pela 14.ª rodada. O time goiano segue na 15.ª posição com 15 pontos, enquanto que o catarinense, sem vencer há cinco jogos, atinge os 20, em 11.º lugar.
O primeiro tempo foi de muita movimentação, pouca técnica e apenas algumas finalizações. O Vila Nova quase abriu o placar aos quatro minutos, em uma falta bem cobrada por Romário que encobriu a barreira. O goleiro estreante, Matheus Vidotto, substituto de Denis que deixou o Figueirense por falta de pagamentos, fez a defesa no alto e mandou para escanteio.
Faltava ao Vila Nova a criatividade do meia Alan Mineiro, afastado pela comissão técnica para recuperar a melhor forma física. Aos 26 minutos, Ramon lançou Robinho pelo lado esquerdo e ele bateu de chapa para o rebote de Matheus Vidotto e aliviado depois pela defesa.
Do lado do Figueirense, a expectativa era pela estreia do técnico Vinícius Eutrópio, escolhido para substituir Hemerson Maria, que pediu demissão. Mas como não houve tempo para regularizar a troca, quem ficou no banco de reservas foi o auxiliar fixo do clube, Márcio Coelho, auxiliado por Vinícius Guimarães. Este recebia orientação, por telefone, de Eutrópio, que estava em um camarote ao lado do veterano Antônio Lopes, novo diretor de futebol do clube catarinense.
A única chance do visitante aconteceu aos 44 minutos, quando Willian Popp chegou a driblar o goleiro Rafael Santos, mas ficou sem ângulo para finalizar. A bola até iria ao gol, mas foi aliviada pela defesa.
No segundo tempo, o Figueirense se soltou um pouco. E poderia ter saído na frente não fosse um erro da arbitragem que anulou gol de Zé Antônio, em uma cabeçada de cima para baixo aos 23 minutos. O impedimento foi anotado de forma errada porque o zagueiro Diego Jussani dava condições de jogo.
O Vila Nova ainda tentou ir ao ataque diante da impaciência de sua torcida. Mas não conseguiu ameaçar o goleiro visitante. Pelo menos também não foi ameaçado pelo Figueirense, feliz em conquistar um ponto fora de casa.
Pela 15.ª rodada, o Vila Nova vai enfrentar o Operário-PR, em Ponta Grossa (PR), nesta terça-feira, às 19h15. O Figueirense vai de novo jogar fora de casa, desta vez diante do Coritiba, no sábado, às 16h30, no estádio Couto Pereira, em Curitiba.
FICHA TÉCNICA
VILA NOVA 0 x 0 FIGUEIRENSE
VILA NOVA – Rafael Santos; Jeferson, Wesley Matos, Diego Jussani e Romário; Josef, Ramon e Neto Moura (Bruno Mota); Mailson (Elias), Mateus Anderson (Capixaba) e Robinho. Técnico: Marcelo Cabo.
FIGUEIRENSE – Matheus Vidotto; Kauê, Pereira, Ruan Renato e Matheus Destro; Zé Antônio, Betinho e Tony (Patrick); Fellipe Mateus (Juninho), Willian Popp e Rafael Marques (Matheus Lucas). Técnico: Márcio Coelho (interino).
CARTÕES AMARELOS – Júlio Rush e Elisson (Figueirense, ambos no banco de reservas).
ÁRBITRO – Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (RN).
RENDA – R$ 47.100,00.
PÚBLICO – 2.890 pagantes (3.845 no total).
LOCAL – Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO).
Fonte: Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,vila-nova-desperdica-chance-de-vencer-2-seguida-e-so-empata-contra-o-figueirense,70002953954
Foto: Douglas Monteiro / Vila Nova
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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