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Marido confessa que matou esposa vinte e cinco anos depois do crime

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Da Redação

Um homem identificado como Jairo Narcísio da Silva, 64 anos, compareceu a delegacia em Sinop (400 km de Cuiabá) onde confessou o homicídio da esposa, Luzineide Leal, que na época tinha 28 anos.

O crime aconteceu em 1994, segundo o suspeito ele matou a esposa com golpes de barra de ferro, a mulher era considerada desaparecida desde aquele ano.

Após matar a esposa, Jairo teria enterrado o corpo no banheiro da casa que estava sendo construído em um dos quartos. O fato aconteceu no bairro Jardim das Palmeiras, em Sinop.

Ao ser questionado sobre a motivação do crime, o homem informou que a matou por ciúmes, já que Luzineide trabalhava fora e segundo o suspeito gostava de festas, fato que gerava ciúmes por parte do marido.

O homem chegou a registrar um Boletim de Ocorrência (BO) na época, documento que foi localizado pela Polícia Civil , no referido documento escrito a mão, o homem afirma que a esposa havia desaparecida, chegou a afirmar eu a esposa teria fugido com um amante.

Além de ter mentido para as autoridades, Jairo mentiu para os filhos durante 26 anos, de acordo com os policiais o casal tinha um filho de cinco anos, na época e outro que era apenas de Luzineide, que na época tinha 8 anos.

Segundo os relatos, no dia do assassinato alguns parentes da mulher estavam na residência, porém ninguém teria ouvido a briga, já que segundo os documentos a casa era grande. Jairo matou a esposa durante a madrugada em cima de uma cama e praticamente não fez barulho.

O atual proprietário da residência também foi ouvido, o homem comprou a casa de Jairo na mesma época do crime. A polícia agora busca conseguir uma ordem judicial para poder adentrar na residência para escavar e confirmar se de fato o corpo da mulher se encontra no local.

 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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