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Ciopaer e Bope simulam combate ao narcotráfico internacional

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Mato Grosso

Da Redação

O Centro Integrado de Operações Aéreas de Mato Grosso – CIOPAER-MT, ontem (23.07.19), em apoio ao Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Mato Grosso – BOPE-MT auxiliou nas instruções do Curso CPAR, na disciplina abordagem de aeronaves.

A aeronave do CIOPAER-MT decolou de Aeroporto Internacional de Cuiabá e pousou em uma pista de terra na região do município de Porto Estrela-MT, onde uma caminhonete estava próxima a pista para simular o carregamento ou descarregamento de entorpecentes em um cenário praticamente real das atividades do narcotráfico internacional na região de fronteira mato-grossense.

Em poucos instantes policiais do BOPE-MT surpreenderam os atores que simulavam o transporte das drogas com a “detenção” dos envolvidos e impediram que a aeronave decolasse.

Os pilotos do CIOPAER-MT realizaram três pousos com o bimotor Seneca, com parada total em diferentes pontos da pista de pouso para possibilitar aos participantes do curso se movimentaram estrategicamente no terreno e aperfeiçoarem as práticas de abordagem a aeronave.

Os tripulantes da aeronave ainda passaram informações sobre técnicas efetivas de impedir a decolagem do avião caso do piloto tente decolar com a aeronave.

“Se durante a abordagem o piloto empregar potência para o avião correr na pista, objetivando uma decolagem, um disparo de arma de fogo nos pneus provoca a perda da reta, mas o atirador precisa de destreza, pois é um tiro que necessita ser rápido e com precisão. Outra forma, muito mais efetiva é disparar nos motores do avião, pois isso provoca o mau funcionamento e o piloto provavelmente abortará a decolagem ou se decolar terá pane nos motores e a aeronave cairá”, explicaram os pilotos do CIOPAER-MT: Major PM José e Major PM Müller.

               O CIOPAER-MT conta com duas bases fixas no Estado de Mato Grosso (Várzea Grande e Sorriso) e uma frota de três helicópteros e seis aviões que além dos serviços de patrulhamento, resgate/salvamento, transporte de tropas e cargas, sempre que solicitado atua em apoio às polícias Militar, Civil e Corpo de Bombeiros Militar, inclusive nas missões de instrução.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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