Mato Grosso

Pai suspeito de abusar sexualmente de duas filhas de 11 e 13 anos é preso em Juara

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Mato Grosso

Da Redação

O pai de 39 anos suspeito de abusar das filhas de  11 e 13 anos, foi encaminhado para audiência de custódia, nesta terça-feira (23), no Fórum de Juara (709 km a Médio-Norte). A prisão dele ocorreu na segunda-feira (22) após Polícia Civil ser procurada pela mãe das meninas para relatar a suspeita de abuso sexual.

No celular de uso comum com o companheiro, a mãe das garotas descobriu uma imagem da filha de 11 anos, dormindo com órgãos sexual amostra e sendo tocada pelo próprio pai, com conotação de abuso sexual.

Com base nos indícios, a Polícia Civil instaurou procedimento de apuração e confirmou que a irmã mais velha, de 13 anos, também era abusada sexualmente. A adolescente contou que desde os 6 anos era abusada sexualmente pelo pai e há cerca de 3 meses teria sofrido reiterados abusos.

O suspeito foi levado até a Delegacia de Polícia, e durante interrogatório gravado, admitiu ter feito as fotografias e apesar de negar  que teria estuprado a filha mais velha, admitiu que há cerca de quatro meses, sob o pretexto de ensiná-la pilotar uma motocicleta, a  levou para local ermo da cidade e, ainda em via pública, a fez praticar sexo oral nele até que ejaculasse.

O delegado de Juara, Carlos Engelmann, informou que diante das provas colhidas foi representado pela prisão preventiva do investigado e a medida deferida pelo juízo da Terceira Vara da comarca.

No mesmo dia o suspeito teve a prisão cumprida. Ele passa por  audiência de custódia e em seguida será encaminhado à cadeia pública de Juara.

O inquérito policial será concluído no prazo de 10 dias.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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