Mato Grosso
Operação integrada deflagrada pelas Forças de Segurança de Cáceres cumprem 17 buscas em operação de combate ao crime em Cáceres
Mato Grosso
Da Redação
Dezessete mandados de busca e apreensão, com alvo em uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas e roubos e furtos de veículos na região de fronteira, foram cumpridos no sábado (20.07), em operação integrada deflagrada pelas Forças de Segurança de Cáceres (228 km a Oeste).
Desencadeada pela Polícia Civil da Regional de Cáceres, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar, e Grupo Especial de Fronteira (Gefron), a operação de combate ao crime na região de fronteira resultou em 18 pessoas presas, 06 menores apreendidos, além da apreensão de drogas, veículos, dinheiro e apetrechos relacionados ao tráfico.
A ação contou com a participação de 121 agentes da segurança pública, sendo 60 policiais civis, 16 policiais rodoviários federais, 38 policiais militares e 06 policiais do Canilfron.
As 17 ordens judiciais de busca e apreensão domiciliar foram decretadas pela Justiça com base em investigações e levantamentos de inteligência realizados pela 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres. A ação tinha como alvo uma organização criminosa atuante com o tráfico de drogas, roubos e furtos de veículos e receptação.
Durante as buscas foram apreendidos, 75 porções pequenas de pasta base de cocaína, já embaçadas para venda, 14 porções grandes e 03 médias da mesma substância, 35 porções pequenas e 03 grandes de maconha, além de produtos químicos para preparar a droga, 02 balanças de precisão, aproximadamente R$ 2,5 mil em dinheiro e máquina de cartão de crédito utilizada no comércio ilícito.
Os trabalhos resultaram ainda na apreensão de diversos objetos de origem ilícita (aparelhos celulares, televisão, notebook, câmera fotográfica, ferramentas, relógios, joias, ente outros), além de duas motocicletas e de um veículo com registro de roubo/furto.
No total, foram confeccionados 08 autos de prisão flagrante, com 18 presos, 06 menores apreendidos e dois Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) registrados.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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