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Fortalecido, Tite mostra confiança para ficar na seleção brasileira até 2022

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Técnico exalta trabalho no cargo e conta com o apoio dos jogadores para permanecer

Da Redação

Acompanhado da família, um sorridente e realizado Tite se sentou perto da taça da Copa América na noite deste domingo, no Maracanã, depois de derrotar o Peru na final. A primeira conquista pela seleção brasileira fez o treinador se mostrar capaz de vencer a dependência da equipe por Neymar. O comandante se sente mais fortalecido e ainda mais respaldado no cargo.

Se a eliminação precoce na Copa da Rússia e as atuações ruins nos amistosos colocavam o treinador sob perigo, agora o risco maior é de ele tomar a iniciativa e pedir para sair. “O Tite vem fazendo trabalho excepcional. Todos nós nos sentimos convictos pela maneira como jogamos. Eu fico feliz por ter vencido essa competição e ajudado o Tite”, disse o goleiro Alisson.

O apoio público dos jogadores e agora a conquista de um título deixam o treinador mais confiante para seguir seu trabalho. Após bater o Peru, o técnico reiterou o plano de cumprir o contrato com a CBF até a Copa no Catar, em 2022. 

Porém, a saída do coordenador de seleções Edu Gaspar para o Arsenal está confirmada. E outras mudanças podem ocorrer na comissão técnica da seleção, como a saída de alguns outros membros de confiança.

“Há um monte de formas de ganhar, de jogar bem. O que gosto é que somos fiéis a uma ideia de futebol, que é consistente e busca resultados sem abrir mão de criação e, no processo criativo, traduzir isso em gols”, comentou o treinador. 

Tite explicou ter aprendido e crescido com as críticas recebidas desta caminhada. “É uma satisfação dividir a alegria pelo título. Eu não encaro crítica como alguém que está contra mim. É do processo democrático na busca por crescimento.”  

Por vezes arredio ao ser confrontado com temas polêmicos, o treinador se mostrou plenamente confiante depois do jogo deste domingo. Tite até quebrou o rígido protocolo da entrevista ao pedir para o encontro se alongar e até contrariar o fiscal da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) responsável por mediar e escolher quem fazia as perguntas.

Quando um jornalista estrangeiro lhe perguntava em inglês sobre a presença de Jair Bolsonaro no estádio, o fiscal interrompeu a pergunta e pediu para o tema ficar restrito ao futebol. Tite o contrariou e fez questão de responder. “Eu fico tão envolvido no futebol, tão envolvido nas situações… Meu foco, é naquilo que tenho de essência, que é futebol, que é no campo, na minha conduta, na minha ética. As outras situações ficam à parte”, comentou.

O treinador evitou abordar o futuro da seleção brasileira. Segundo ele, o momento é de desfrutar do título e aproveitar da tranquilidade para fazer, quem sabe, a convocação de novatos na lista para os amistosos em setembro. O que Tite mais quer como legado da Copa América é a força coletiva do time, que, mesmo sem Neymar, encontrou forças para despertar novos protagonistas, como Everton. “O Neymar é extraordinário. Mas o trabalho de equipe é importante. Pelé se machucou em 1962 (na Copa do Mundo) e Amarildo entrou. Portugal foi campeão da Euro sem o Cristiano Ronaldo em campo. É assim”, completou, ao ressaltar a coletividade do time.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,fortalecido-tite-mostra-confianca-para-ficar-na-selecao-brasileira-ate-2022,70002910978

Foto: Alex Silva/Estadão

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Brasil vira sobre a Austrália e vence por 4 a 2 em amistoso 

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A Seleção Brasileira superou um primeiro tempo de sustos e derrotou a Austrália por 4 a 2, nesta terça-feira (29.09), em amistoso disputado no Suncorp Stadium, em Brisbane. Vanderson, Raphinha, Bruno Guimarães e Vinicius Júnior balançaram as redes para o Brasil; Circati e Metcalfe marcaram para os donos da casa. A Seleção ainda tem mais um compromisso nesta Data Fifa: no sábado, encara a Índia às 11h (de Brasília), no Vivekananda Yuba Bharati Krirangan Stadium, em Calcutá.

O jogo começou da melhor forma possível para os brasileiros. Aos dois minutos, uma jogada ensaiada pela ponta direita terminou com Rayan servindo Bontempo, que encontrou Vanderson livre para acertar um belo chute no ângulo e abrir o placar.

O segundo quase saiu em seguida. Raphinha recebeu na entrada da área e soltou uma pancada forte, obrigando Patrick Beach a fazer grande defesa. No rebote, o atacante do Barcelona voltou a finalizar, mas parou novamente no goleiro australiano.

Com o controle da posse de bola e do ritmo da partida, o Brasil ditava as ações, mas foi pego em falha pontual. Aos 29 minutos, após cobrança de escanteio fechado, a defesa brasileira se atrapalhou e Circati empatou para os mandantes.

O golpe abalou a equipe de Carlo Ancelotti, que três minutos depois viu o placar virar. Aos 32, a defesa saiu jogando errado, Metcalfe dominou com liberdade na entrada da área e finalizou com precisão, vencendo Otávio.

Aos poucos, a Seleção voltou a crescer. Aos 42, em mais uma boa trama coletiva, Danilo foi derrubado na área. O árbitro japonês Yusuke Araki revisou o lance no VAR e assinalou o pênalti. Raphinha cobrou com firmeza e deixou tudo igual antes do intervalo.

O segundo tempo começou mais equilibrado. A primeira grande chance foi australiana: aos 15 minutos, Circati apareceu livre na área após escanteio, mas cabeceou por cima, desperdiçando boa oportunidade para os donos da casa.

Do outro lado, o Brasil demorou a criar, mas foi cirúrgico quando chegou. Depois de um primeiro tempo discreto, Vinicius Júnior passou a aparecer mais no jogo. O atacante foi lançado pela esquerda e encontrou Endrick dentro da área, que deu um passe preciso para Bruno Guimarães completar para o fundo das redes e recolocar o Brasil em vantagem.

Aos 30 minutos, quase saiu o quarto. Vini arrancou pela esquerda e inverteu a jogada para Estêvão, que finalizou no canto e viu Patrick Beach fazer mais uma grande defesa. No rebote, a bola ainda bateu em Endrick antes de sair pela linha de fundo.

Aos 34, nada impediu o gol que selou a vitória. Vinicius Júnior fez bela jogada individual, driblou o marcador e foi derrubado dentro da área. O próprio camisa 7 cobrou o pênalti com categoria e converteu.

Nos minutos finais, a equipe de Carlo Ancelotti administrou a vantagem e controlou a partida até o apito final, confirmando o resultado.

FICHA TÉCNICA
Austrália 2 x 4 Brasil
Competição Amistoso
Local Suncorp Stadium, Brisbane (AUS)
Data 29 de setembro de 2026 (terça-feira)
Horário 7h (de Brasília)
Cartões Amarelos (Austrália) Irankunda, Souttar
Cartões Amarelos (Brasil) Gabriel Magalhães, Endrick
Cartões Vermelhos Nenhum
Arbitragem Árbitro Yusuke Araki (JAP)
Arbitragem Assistentes Kota Watanabe (JAP) e Kohe Ando (JAP)
Arbitragem Quarto árbitro Ryo Tanimoto (JAP)
Gols 1º gol Vanderson, aos 2 do 1ºT (Brasil)
Gols 2º gol Circati, aos 29 do 1ºT (Austrália)
Gols 3º gol Metcalfe, aos 33 do 1ºT (Austrália)
Gols 4º gol Raphinha, aos 44 do 1ºT (Brasil)
Gols 5º gol Bruno Guimarães, aos 24 do 2ºT (Brasil)
Gols 6º gol Vinicius Júnior, aos 34 do 2ºT (Brasil)
Escalação Austrália Patrick Beach; Jacob Italiano (Geria), Alessandro Circati, Harry Souttar e Lucas Herrington; Aziz Behich, Jackson Irvine e Paul Okon-Engstler (O’Neill); Connor Metcalfe (McGree), Nestory Irankunda (Younis) e Tete Yengi. Técnico: Tony Popović
Escalação Brasil Otávio, Vanderson (Matheuzinho), Jair (Vitor Reis), Gabriel Magalhães e Mauro Júnior (Arthur Dias); Danilo (Breno Bidon), Bruno Guimarães (Martinelli) e Gabriel Bontempo (Andrey Santos); Rayan (Estêvão), Raphinha (Endrick) e Vini Júnior (Samuel Lino). Técnico: Carlo Ancelotti

Fonte: Esportes



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