Mato Grosso
Polícia Civil prende quatro com tijolos de maconha, porções e dinheiro
Mato Grosso
Da Redação
Dez tijolos de maconha, mais de oitenta porções de drogas e dinheiro, foram apreendidos pela Polícia Judiciária Civil, na manhã desta terça-feira (02.07), na Capital, durante diligências da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE). Ação resultou na prisão de quatro traficantes.
Wesley Almeida Rafael, 21, Petterson Souza Silva, 28, e os irmãos Matheus Henrique Souza das Neves, 21, e Daniel Souza das Neves, 20, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação par o tráfico de drogas, após serem surpreendidos pelos policiais civis no bairro CPA III, em Cuiabá.
As diligências iniciam após denúncia sobre um possível local de venda de drogas, instalado na região da Morada da Serra. Os responsáveis pela traficância eram dois irmãos e mais dois comparsas (sendo um desses dois o fornecedor de entorpecente).
Com base nas informações, os investigadores da DRE conseguiram levantar um endereço suspeito. No local funciona um lava jato junto com uma oficina mecânica. Foi realizado monitoramento e cerco policial, pela parte da frente e de trás do imóvel, momento em que foi visualizado três rapazes nos fundos do lava jato.
Na ocasião, ao perceber a presença dos policiais civis, o trio (Daniel, Matheus e Petterson) tentou empreender fuga. Mas foram detidos por uma das equipes posicionada nos fundos do imóvel. Em poder de Matheus foi encontrada uma embalagem de cor preta, contendo várias porções de pasta base de cocaína, prontas para serem comercializadas.
Em continuidade, os policiais descobriram uma casa nas proximidades, usada como centro de distribuição do entorpecente. Nesse segundo ponto, o morador identificado como Wesley foi abordado e ao ser perguntado sobre algo ilícito, alegou desconhecer as informações. Ele também autorizou a entrada dos investigadores na residência.
Em buscas na casa foi apreendida uma balança de precisão, um frasco de éter alcoolizado, oitenta e cinco trouxinhas de entorpecentes, entre maconha e pasta base de cocaína, quase R$ 200, em dinheiro trocado, além de dez tabletes grandes de maconha e duas motocicletas.
Diante dos fatos, os quatro envolvidos na ocorrência foram conduzidos à DRE, interrogados e autuados em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Após a confecção dos autos, todos serão encaminhados para audiência de custódia à disposição da Justiça.
Fonte: PJC-MT / Foto: PJC-MT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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