Mato Grosso

Polícia Civil indicia jovem que matou tia e arrancou o coração em Sorriso

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Mato Grosso

Da Redação

A Polícia Civil tenta esclarecer a motivação de um crime bárbaro e cruel ocorrido na noite desta terça-feira (02.07), na cidade de Sorriso (420 km ao Norte). O suspeito Lumar Costa da Silva, de 28 anos, esfaqueou a tia Maria Zelia da Silva Cosmos, 55 anos, até a morte, depois abriu o tórax da vítima e arrancou seu coração, levando até a casa da prima (filha da vítima), onde deixou em um tanque de lavar roupa.

Na sequência, Lumar, obrigou a prima, sob ameaças, a entregar as chaves de um veículo Citroen C3, e com este saiu pela cidade, posteriormente, colidindo o carro em transformador de energia, após invadir o terreno da empresa Energisa. Ainda no local, o suspeito tentou colocar fogo no automóvel. Na sequência, ele seguiu a pé até a ser abordado pela Polícia Militar, na Rua das Videiras, bastante transtornado.

Segundo os militares, o suspeito reagiu e foi necessário uso progressivo e moderado de força física, com técnicas de imobilização, e ainda reforço policial. O suspeito encontra-se sob custódia da Polícia Civil, na Delegacia de Sorriso.

O assassinato ocorreu no bairro Vila Bela, na residência da vítima, localizada na Rua Negro por volta das 21h. Os dois locais, o primeiro onde a vitima foi esfaqueada, e o segundo onde o coração foi deixado, foram periciados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).  

O delegado de Sorriso, André Eduardo Ribeiro, disse que toda a cidade está “perplexa e chocada pela brutalidade dos fatos”, praticada diante de banal desentendimento em razão da tia ter pedido para ele sair de casa, por estar usando drogas e ela não  admitir isso dentro da residência.  

“A vítima era uma pessoa muito religiosa e não aceitava uso de entorpecentes, e ainda ouvia algumas músicas, que a tia não gostava e, portanto, pediu para ele deixar a casa. Isso foi deixando-o revoltado, ocasionando essa situação”, disse o delegado.

A Polícia Civil levantou que o suspeito estava apenas há 4 dias na cidade. Ele foi para Sorriso após ameaçar a mãe e outros familiares com um facão, no estado de São Paulo. Em Sorriso, ficou abrigado na casa da tia, de favor.

O suspeito foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, motivo fútil, de 12 a 30 anos de reclusão. Nesta manhã, ele será encaminhado para exame de corpo delito e após levado a audiência de Custódia.

O suspeito, à princípio, não tem passagem policial. Segundo testemunhas o rapaz é muito inteligente, trabalhou em multinacional e fala outros idiomas.

“Ele se demonstra muito frio, como se nada tivesse acontecido. Sorri, conversa com as pessoas, até gravou com alguns meios de comunicação, e não fala nada com nada. Mas, é muito frio e não demonstra nenhum arrependimento”, finaliza o delegado André Eduardo Ribeiro.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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