Mato Grosso
Dois maiores foram presos e um menor apreendido por receptação em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
Na noite desta segunda-feira (01) dois homens foram presos e um menor foi apreendido acusados de receptação de produtos que foram furtados no final de semana em uma loja na região do Cristo Rei em Várzea Grande.
Segundo as informações um estabelecimento comercial na região do Cristo Rei havia sido arrombado no final de semana, o proprietário do estabelecimento apenas se deu conta do crime na segunda-feira quando chegou para trabalhar, o proprietário acionou as equipes de Polícia Militar que rapidamente deram uma resposta.
Três pessoas foram conduzidas até a Central de Flagrantes do bairro Parque do Lago, entre elas um menor de apenas 14 anos de idade identificado como T.L.D. Junto do menor estava Taylann Duarte de Oliveira e Raylann Duarte de Oliveira de 20 anos que são irmãos gêmeos.
Entre os objetos recuperados estão um notebook, caixas de som, fones de ouvido e carregadores. Os suspeitos estariam tentando vender os objetos, a polícia investiga a participação dos três no arrombamento do estabelecimento comercial.
De acordo com os irmãos, eles já possuem passagens pela polícia, inclusive ambos teriam cometido um homicídio quando ainda eram menores. Segundo os gêmeos, a cerca de três anos um homem teria adentrado na residência da vó dos jovens e por este motivo os irmãos teriam matado o invasor, ambos não quiseram dar muitos detalhes do crime, mas afirmaram que ficaram internados no sistema sócio educativo por quase três anos.
Os três foram ouvidos e ficaram a disposição da justiça para serem tomadas as medidas cabíveis.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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