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Parlamentares de Mato Grosso repudiam projeto “Neymar da Penha” proposto por deputado carioca

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Mato Grosso

Da Redação

O deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) apresentou um projeto de lei para o poder legislativo que está sendo chamado por internautas de “Lei Neymar da Penha”, o nome faz alusão a conhecida Lei Maria da Penha que após anos de tramitação foi aprovado pela casa em 2006.

A Lei Maria da Penha tem por objetivo criminalizar a violência doméstica sofrida por mulheres, e desde que foi sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem sendo eficaz do combate a violência.

O jogador Neymar foi acusado a algumas semanas por ter supostamente por ter estuprado uma modelo que foi até a França para ver o jogador, o caso tomou as manchetes de todo o Brasil e se tornou mais uma página da vida polêmica do jogador.

Em Mato Grosso, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), juntamente com seu colega de casa Wilson Santos (PSDB) encaminharam a câmara federal uma moção de repúdio contra o projeto de Jordy.

O deputado aproveitou a repercussão que o caso tomou principalmente em redes sociais e propôs o referido projeto de lei, o projeto proposto tem por finalidade o aumento da pena contra crimes de calúnia e denunciação caluniosa quando á imputação de falsa conduta criminosa contra a dignidade sexual.

Vários parlamentares, principalmente do Partido Social Liberal (PSL) aprovam o projeto que já vem sendo motivo de crítica por muitos parlamentares e organizações que trabalham o combate a violência contra a mulher.

O caso do atacante da seleção está longe de ter uma solução, já que até o momento o caso não foi esclarecido por ambas as partes envolvidas.

Os deputados mato-grossenses justificam que os delitos contra a dignidade sexual não costumam possuir testemunhas, até porque são praticados normalmente quando o agressor e a vitima se encontram sozinhos.

Janaina e Wilson alegam ainda que a lei, se aprovado, dificultaria o enfrentamento da violência sexual, já que muitas mulheres acabam sendo revitimizadas com julgamentos sociais, com a mídia e com o sistema de justiça

Os parlamentares destacaram ainda que o referido projeto ofende todas as mulheres do país e que o projeto oferece uma grande ameaça as mulheres vítimas de estupro que sofrem, dentre tantas coisas, a invisibilidade e o julgamento social

 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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