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Várzea Grande convoca sociedade para participar de audiências públicas para revisar Plano Diretor

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Da Redação

Dando prosseguimento ao processo de revisão do Plano Diretor Municipal de Várzea Grande a Comissão Administrativa de Estudo e Revisão da legislação urbanística do município realiza de 27 a 31 de maio, oito audiências públicas em diferentes horários e regiões da cidade com objetivo de ter um diagnóstico técnico coletivo e proposições preliminares a partir da participação da sociedade várzea-grandense.

“Fizemos questão de agendar as audiências em três períodos, pela manhã, tarde e à noite, e, em diferentes bairros, para que o maior número de pessoas possa participar e contribuir, pois este é o momento de decidir o futuro da nossa cidade. É um convite que fazemos a toda sociedade várzea-grandense para que venha participar e opinar onde os recursos públicos devam ser empregados nos próximos anos para que a nossa cidade possa se desenvolver ainda mais”, convidou a prefeita Lucimar Sacre de Campos.

De acordo com o presidente da Comissão Administrativa de Estudo e Revisão da legislação urbanística de Várzea Grande, Enodes Soares Ferreira, a revisão do Plano Diretor está seguindo o Plano de Trabalho que está disponível à toda sociedade para ser consultado pelo site http://www.varzeagrande.mt.gov.br/plano-diretor.

“O Atual Plano Diretor foi refeito em 2007 e, o Estatuto da Cidade – Lei Federal nº 10.257, estabelece que há cada dez anos ele deva ser revisado. Atualmente estamos na 4ª Etapa do Plano de Trabalho que prevê a revisão das diretrizes para alcançar o cenário desejado para Várzea Grande que significa definir e organizar os principais pontos; discutí-los envolvendo as instâncias diversas, decidir a cidade que queremos e pactuar com a população o destino do município”, detalhou Enodes.

Enodes Ferreira ainda explica que é importante a construção coletiva do Plano Diretor porque o mesmo está estabelecendo diretrizes para a ocupação urbana, através das análises detalhadas das condições físicas do município, das atividades predominantes, das vocações da cidade, dos problemas e as potencialidades que beneficiem o bem coletivo, tanto nas áreas de segurança e bem-estar dos cidadãos, quanto na questão da sustentabilidade ambiental, entre outras.

“Essa revisão precisa ser feita de forma participativa, envolvendo os várzea-grandenses durante todo o processo. Já atualizamos um diagnóstico detalhado de como está a cidade atualmente, vamos ouvir as demandas da população para posteriormente para num próximo passo gerarmos leis que possam garantir a qualidade de vida da população. Após a conclusão da revisão, o Plano Diretor será encaminhado à Câmara Municipal de Vereadores para aprovação, estabelecendo prazos para a execução das ações na cidade”, completou o presidente da Comissão.

Confira as datas, horários e locais das audiências públicas:

1ª – Dia 27/05 – 19h – EMEB Profº Paulo Freire, no bairro Jardim Glória II;

2ª – 28/05 – 9h – Câmara de Dirigentes Lojistas de VG, Centro;

3ª – 28/05 – 19h – EMEB Air Addor, Bairro Ouro Verde;

4ª – 29/05 – 14h – Câmara Municipal de Várzea Grande, Bairro Água Limpa;

5ª – 29/05 – 19h – EMEB Profª Salvelina Ferreira da Silva, bairro Maringá III;

6ª – 30/05 – 9h – Pesque e Pague Chapéu do Sol, bairro Chapéu do Sol;

7ª – 30/05 – 19h – Centro Universitário de Várzea Grande, bairro Cristo Rei;

8ª – 31/05 – 19 h – EMEB Centro Educacional Abdala José de Almeida, bairro São Mateus.

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



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