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Athletico-PR ‘se vinga’ do Bahia com vitória em Curitiba e assume o 6º lugar

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Rony marca o gol da vitória sobre equipe baiana, último time que havia triunfado na Arena da Baixada

 

Da Redação

Athletico-PR queria “vingança” e conseguiu concretizá-la. Na noite deste domingo, o time paranaense derrotou o Bahia por 1 a 0, na Arena da Baixada, em Curitiba, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O único gol do duelo foi marcado pelo atacante Rony no começo do primeiro tempo. Derrotada, a equipe baiana havia sido o último clube a derrotar o Athletico-PR no estádio do rival, em outubro do ano passado, pela Copa Sul-Americana.

O resultado fez a equipe do Paraná subir para o sexto lugar do Brasileirão, com sete pontos, deixando para trás o próprio Bahia, que caiu para oitavo, com seis.

Usando uma de suas principais características, a velocidade pelos lados do campo, o Athletico-PR não demorou para abrir o placar. Aos dez minutos, Renan Lodi recebeu bola longa de Sidão e cruzou sem marcação. Marco Ruben testou para grande defesa de Douglas. No rebote, Rony completou para as redes.

O Bahia adiantou a marcação para tentar surpreender o adversário. Aos 20 minutos, a estratégia deu resultado, mas Santos salvou os donos da casa em finalização de Rogério. Em seguida, o goleiro atleticano voltou a trabalhar em chute de Fernandão.

No final do primeiro tempo, o Athletico voltou a acelerar o ritmo e só não ampliou o placar porque Nino Paraíba salvou em cima da linha depois de finalização dentro da área.

O segundo tempo também foi quente pelo lado atleticano. Usando a velocidade de Renan Lodi e as infiltrações dos meias, o Athletico-PR seguiu criando. Marco Ruben e Nikão apareceram na área para finalizar, mas, nas duas oportunidades, Douglas saiu bem para evitar a finalização.

Apesar de sofrer para segurar o rival, o Bahia teve esperteza para ameaçar o adversário. Em cobrança rápida de lateral, Fernando saiu na cara de Santos, que caiu nos pés do atacante para fazer a defesa. O rebote ficou com Ramires. O meia, no entanto, foi travado na hora da finalização e a bola saiu para escanteio.

Para tentar manter o bom momento, o técnico Roger Machado mexeu no time para dar um novo gás no ataque. Shaylon, Elber e Gilberto foram a campo, mas o Bahia não conseguiu levar perigo novamente ao goleiro Santos.

O Athletico-PR tem compromisso no meio de semana pela Copa do Brasil. A equipe paranaense enfrenta o Fortaleza, na Arena Castelão, em Fortaleza (CE), na quinta-feira, às 21h30. Pelo Brasileiro, o próximo jogo será contra o Corinthians, no domingo, às 16 horas, na Arena da Baixada. No final de semana que vem, o Bahia visita o São Paulo, no domingo, às 11 horas, no Morumbi.

FICHA TÉCNICA

ATHLETICO-PR 1 X 0 BAHIA

ATHLETICO-PR – Santos; Erick, Paulo André, Léo Pereira e Renan Lodi (Márcio Azevedo); Wellington, Bruno Guimarães e Léo Cittadini (Lucho Gonzáles); Nikão, Rony (Marcelo Cirino) e Marco Ruben. Técnico: Tiago Nunes.

BAHIA – Douglas Friedrich; Nino Paraíba, Ernando, Lucas Fonseca e Paulinho; Gregore, Douglas Augusto e Eric Ramires (Shaylon); Artur, Rogério (Elber) e Fernandão (Gilberto). Técnico: Roger Machado

GOL – Rony, aos dez minutos do primeiro tempo.

ÁRBITRO – Sávio Pereira Sampaio (DF).

CARTÕES AMARELOS – Erick e Renan Lodi (Athletico-PR); Paulinho, Nino Paraíba e Gregore (Bahia).

RENDA – R$ 155.255,00.

PÚBLICO – 11.087 torcedores.

LOCAL – Arena da Baixada, em Curitiba (PR).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:  Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,athletico-pr-se-vinga-do-bahia-com-vitoria-em-curitiba-e-assume-o-6-lugar,70002826351

Foto: Miguel Locatelli/Site Oficial Athletico-PR

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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