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Deputado apresenta requerimento para se afastar da ALMT

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Wilson Santos reassume um cargo no Poder Executivo após votação do relatório da CPI das Obras da Copa

Da Redação

 

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) apresentou requerimento, durante a sessão ordinária desta terça-feira (2), solicitando afastamento do Parlamento mato-grossense para reassumir a Secretaria de Cidades do Estado de Mato Grosso (Secid). O requerimento não foi apreciado por falta de quórum, mas deverá ser aprovado nas próximas sessões desta semana, previstas para quarta-feira (3), de manhã e à tarde, ou na quinta-feira (4) pela manhã. Com o afastamento, o deputado Jajah Neves (PSDB) volta para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT)

Ainda durante a sessão vespertina, o deputado Wilson Santos apresentou um Projeto de Lei (PL) que dispõe sobre a obrigatoriedade de suporte para pessoas com déficit de atenção e dislexia para a realização de provas de vestibular ou concursos públicos. Após apresentar o PL à Mesa Diretora, o deputado disse que passaria a pauta para os cuidados do deputado Allan Kardec (PT), que atualmente está à frente da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da ALMT.

Sobre o retorno ao Poder Executivo, Wilson Santos (PSDB) destacou que sua volta à Assembleia foi exclusivamente para acelerar a votação do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa. “Vim com único objetivo de votar este relatório para dar continuidade ao projeto de retomada das obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos)”, disse. A expectativa do parlamentar é retornar ainda esta semana para a Secid.

Reforma – EOs deputados também usaram a tribuna nessa terça-feira para falar sobre a votação da Reforma Trabalhista, no Congresso Nacional. O deputado Allan Kardec (PT) defendeu que a reforma, tal como proposta, prejudica os trabalhadores por reduzir o horário de almoço, permitir jornadas de até 12 horas e ainda possibilitar da venda total do período de férias.

A deputada Janaina Riva (PMDB) chamou a reforma de retrocesso às conquistas dos trabalhadores. Já o deputado Oscar Bezerra entende que “a reforma não retira nenhum direito do trabalhador, ao contrário, a reforma acrescenta o direito de escolha”. 

Allan Kardec e Janaina Riva ainda teceram críticas à proposta do deputado federal Nilson Leitão (PSDB) sobre a reforma na legislação do trabalhador rural. Segundo os parlamentares da ALMT, o PL 6.442 / 2016 possibilitaria reter o salário dos trabalhadores e ainda isenta o traslado entre o trabalho e a residência do empregado da carga horária.

 

Fonte: Secom-ALMT

 

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CAE vota emendas ao projeto que aumenta o piso salarial de médicos

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A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) tem reunião marcada para esta terça-feira (11), às 10h. Há nove itens na pauta de votações. Um deles é o PL 1.365/2022, projeto de lei que aumenta o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas.

O projeto, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), eleva esse piso de R$ 3.636 para R$ 13.662 para a jornada de 20 horas semanais. A iniciativa provocou discordâncias quanto ao seu impacto financeiro e à fonte dos recursos.

A matéria já havia sido analisada pela CAE e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e estava para ser enviada à Câmara dos Deputados, mas um grupo de senadores, entre os quais Jaques Wagner (PT-BA), apresentou recurso para que o texto seja votado pelo Plenário do Senado antes de ir à Câmara.

Desde então, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou quatro emendas de Plenário, que devem ser avaliadas agora pela CAE. O senador responsável pela relatoria dessas emendas é Nelsinho Trad (PSD-MS).

Medicamentos para empregados

Outro projeto de lei na pauta da CAE é o PL 3.079/2024, do senador Weverton (PDT-MA), que permite às empresas custear parte dos remédios dos empregados e seus dependentes.

O projeto cria o Programa de Medicamentos do Trabalhador. De acordo com o texto, a empresa que aderir à iniciativa fica autorizada a custear os medicamentos cobertos pelo programa (em regime de coparticipação com seus empregados).

A proposta determina que o programa ofereça medicamentos tanto para os empregados quanto para seus dependentes.

Para incentivar as empresas a participar do programa, o projeto permite que elas deduzam do lucro tributável (para fins de apuração do imposto sobre a renda) o dobro das despesas comprovadamente realizadas no período-base do programa.

A proposta recebeu parecer favorável do senador Nelsinho Trad. Ele sugeriu algumas mudanças no texto, como a recomendação de direcionar 3% das arrecadações com loterias para o custeio do Programa de Medicamentos do Trabalhador.

Simples municipal

Também está na pauta da comissão o projeto de lei que cria o Simples Municipal (PLP 51/2021). De acordo com o autor da proposta, senador Jaques Wagner (PT-BA), trata-se de um regime especial que permite às prefeituras mais pobres pagar uma contribuição previdenciária menor.

Wagner também destaca que, com essa iniciativa, os municípios mais ricos vão pagar uma contribuição maior, o que, segundo ele, pode aumentar o valor total destinado à seguridade social.

A matéria conta com parecer favorável do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

Além disso, estão na pauta da CAE o PL 1.859/2022, projeto de lei que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos nas áreas de seca, e propostas que tratam de pedidos de autorização para crédito externo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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