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Após quatro anos, preço do petróleo supera os US$ 80

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Máxima foi atingida na segunda-feira, depois que a Opep decidiu não aumentar a produção de óleo, contrariando as pressões de Donald Trump

 

Da Redação

O preço do petróleo negociado na Europa ultrapassou a barreira dos US$ 80 no pregão de segunda-feira, 24, após quatro anos. Com a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de não aumentar a produção, apesar das pressões de Donald Trump, o barril negociado para setembro saltou 3,05%, para US$ 81,20, o maior nível desde 2014.

No Brasil, a alta anima as empresas petroleiras que ficam com mais dinheiro em caixa para fazer suas apostas no pré-sal. Na próxima sexta-feira, o presidente Michel Temer realiza o último leilão do seu governo.

O atual valor da commodity supera as expectativas das empresas petroleiras, que planejaram investimentos dentro de um cenário bem mais modesto. Cada dólar inesperado que entra no caixa, portanto, é lucro. 

A Petrobrás, por exemplo, contava com um barril a US$ 53 na média deste ano. Com o petróleo a US$ 62,4 já conseguiria atingir a meta financeira de ter dívida correspondente a 2,5 vezes sua geração de caixa. A US$ 70 o barril, a métrica chegaria a 2 vezes, desempenho melhor do que o prometido aos acionistas. Na casa dos US$ 80, são ainda melhores as perspectivas da empresa, que vende seus produtos a preços de mercado internacional.

“Estamos vivendo uma nova fase de crescimento, o fim de um ciclo de crise. Isso não significa que o barril voltará a valer US$ 140, mas também não custa US$ 30, como no pior momento”, disse José Firmo, presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), após participar da cerimônia de abertura do congresso Rio Oil & Gas, o maior do setor realizado no Brasil. Ele lembra que, até 2014, o petróleo era comumente negociado a mais de US$ 100. Em seguida, despencou. 

No domingo, a Arábia Saudita, líder da Opep, e a Rússia descartaram a possibilidade de aumento na produção de petróleo bruto, rejeitando efetivamente os pedidos do presidente dos EUA, para medidas que esfriem o mercado. “Nós protegemos os países do Oriente Médio, eles não estariam seguros por muito tempo sem nós e, ainda assim, eles continuam incentivando preços cada vez mais altos para o petróleo. Nós lembraremos disso. O monopólio da Opep deve baixar os preços agora!”, escreveu Trump em sua conta no Twitter, no dia 20.

Preços mais altos de gasolina para consumidores norte-americanos poderiam criar uma dor de cabeça política para o republicano antes das eleições para o Congresso em novembro.

Leilão

O pré-sal continua a ser o grande atrativo do Brasil, diz ele, que representa grandes empresas petroleiras. O preço do petróleo e também o câmbio apenas ajudam a configurar o cenário atual de “pujança” da indústria petroleira nacional, em sua opinião. O esperado é que as empresas tenham apetite para o leilão de petróleo de sexta-feira. Mas a alta do barril não chega a ser um critério de definição de participação ou não da concorrência, porque os investimentos neste setor são de longo prazo e conjunturas pontuais não influenciam na decisão de investimento.

“O cenário é de volatilidade. Por isso as empresas precisam ser resilientes para não achar que o preço do dia é para sempre”, disse o presidente da Shell no Brasil, André Araujo. Ele disse que a empresa vai participar da 5.ª Rodada de Pré-sal e afirmou não temer interferências políticas no setor com a mudança de governo em 2019. 

Diferenças entre Brent e WTI

O WTI (West Texas Intermediate) é o petróleo comercializado na Bolsa de Nova York, e se refere ao produto extraído principalmente na região do Golfo do México. Já o Brent é comercializado na Bolsa Londres, tendo como referência tanto o petróleo extraído no Mar do Norte como no Oriente Médio. Por esse motivo, o Brent é referência de valor para a commodity no mercado europeu e o WTI, no mercado americano.

Há diferenças também no grau de leveza desses petróleos. O WTI é mais leve e, portanto, mais fácil de ser refinado.

Atualmente, o Brent está mais caro que o WTI, mas é preciso lembrar que outros fatores influenciam as cotações, como a situação geopolítica dos principais países produtores.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Sergei Karpukhin|Reuters

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Mil convocados no CNU 2025 podem escolher local de trabalho até terça

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Os aprovados para o cargo de analista técnico-administrativo da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado podem manifestar a preferência pelo local de lotação até as 23 horas e 59 minutos da próxima terça-feira (5), no horário de Brasília.

Esta semana, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou o edital de convocação de mais de mil candidatos no Diário Oficial da União.

O participante também foi convocado por e-mail no endereço eletrônico informado ao se inscrever no certame.

A pasta explica que a manifestação da preferência pelo local de trabalho se aplica somente aos candidatos convocados para o cargo de analista técnico-administrativo do CNU 2025. O procedimento não se estende aos demais cargos do concurso público realizado em outubro e dezembro do ano passado.

O candidato não é obrigado a preencher a lista de preferência de município. Se não o fizer, o Ministério da Gestão definirá a lotação, conforme interesse da administração pública federal.

Manifestação de preferência

A manifestação de preferência do local de exercício do serviço público deve ser feita pelo candidato nomeado exclusivamente no site SouGov.br do poder Executivo Federal ou por meio do aplicativo SouGov.br. O acesso deve ser feito com login e senha da conta da plataforma Gov.br, do governo federal.

Durante a manifestação de preferência no sistema, os candidatos poderão indicar suas opções de local de exercício entre as localidades disponíveis, em ordem de preferência.

O edital estabelece que a escolha feita será considerada como manifestação formal de aceitação, inclusive quando envolver cidades fora das capitais. Saiba mais aqui.

Prioridades na manifestação

Os servidores convocados poderão ser lotados em até 36 órgãos federais, com presença em diversas regiões do país, incluindo capitais e outros municípios considerados estratégicos.

Na distribuição dos candidatos, o MGI estabeleceu regras com base nos seguintes critérios de prioridade:

  • aprovados em vagas reservadas a pessoas com deficiência (PCD), independentemente da modalidade de concorrência em que tenham sido classificadas;
  • respeito à ordem de classificação no concurso público;
  • alternância entre listas de ampla concorrência e vagas reservadas, conforme previsto na legislação do processo seletivo.

Distribuição nacional

A definição final do local de exercício considera tanto as preferências indicadas pelos candidatos convocados quanto as demandas apresentadas pelos órgãos públicos, incluindo Brasília, capitais e outros municípios estratégicos.

A administração federal considera três fatores para organizar e decidir a lotação de cada candidato aprovado:

  • disponibilidade de vagas existentes nos órgãos públicos de cada localidade;
  • interesse dos candidatos;
  • ordem de classificação no certame.

O edital também estabelece que, nos casos de nomeação para Brasília ou capitais dos estados, não haverá possibilidade de recusa da vaga. Nessas situações, a não aceitação será considerada desistência, conforme a legislação aplicável.

Mas, para localidades fora de Brasília e das capitais, a administração não poderá designar o candidato para município que não tenha sido previamente escolhido por ele. Na prática, a medida assegura que a pessoa não trabalhará em um lugar que não tenha indicado, se esse for fora de Brasília e de capitais.

Carreira transversal

O cargo de analista técnico-administrativo, do bloco temático número 5 do CNU 2025, integra a carreira de analista técnico do poder Executivo (ATE), criada recentemente pelo MGI.

Essa carreira tem caráter transversal, o que permite a atuação profissional em diferentes órgãos da administração pública federal, de acordo com as necessidades institucionais.

O objetivo é fortalecer a atuação técnica do Estado brasileiro.



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