Esporte
Focado na Copa do Brasil, São Paulo joga contra traumas do mata-mata
Esporte
Equipe tricolor enfrenta nesta quarta o Atlético-PR na Arena da Baixada, onde nunca venceu
Da Redação
Com apenas duas finais disputadas nos últimos dez anos e há seis sem levantar um troféu de campeão, o São Paulo começa hoje a luta para seguir na Copa do Brasil – caso não se classifique, o clube passará a ter 29 eliminações em disputas de mata-mata de 2008 para cá. A equipe do técnico Diego Aguirre joga em Curitiba nesta quarta, às 21h45, contra o Atlético-PR, pelo jogo de ida da 4.ª fase da Copa do Brasil.
Após cair na semifinal do Estadual diante do Corinthians, o São Paulo precisa avançar na Copa do Brasil para provar ao torcedor que está escrevendo uma história diferente da de 2017, quando foi eliminado no Paulistão, no torneio nacional e ainda na Sul-Americana, sequencialmente. Na edição do ano passado da Copa do Brasil, caiu para o Cruzeiro, justamente na 4.ª fase. O time mineiro acabou se sagrando campeão.
Além de quedas nas últimas onze edições do Paulistão, o São Paulo acumula tropeços nas últimas seis participações na Copa do Brasil, seis na Libertadores e cinco na Copa Sul-Americana, único torneio em que o time saiu vitorioso nos últimos anos, em 2012. No ano seguinte, perdeu a Recopa continental para o Corinthians.
O elenco demonstra confiança no comando de Aguirre, que assumiu o time no fim da primeira fase do Paulistão e vem conseguindo mudar a postura da equipe. “Não podemos deixar que a eliminação (no Estadual) tire o espírito que demonstramos nos jogos anteriores”, avalia o atacante Tréllez. “Estamos começando um trabalho novo com o treinador, mas já temos um bom exemplo para seguir.”
A busca por conquistas na temporada coloca no caminho do São Paulo a partir desta noite um adversário que costuma impor dificuldades. A equipe tricolor nunca conseguiu vencer o Atlético-PR na Arena da Baixada desde sua construção em 1999, palco da partida de hoje. Por outro lado, tem o trunfo de ter conquistado a América em 2005 justamente diante dos paranaenses. Ingredientes que alimentam uma improvável rivalidade entre as equipes de estados diferentes. Em 17 jogos na casa rubro-negra, foram cinco empates e 12 derrotas são-paulinas. A última, por 1 a 0, no primeiro turno do Brasileirão do ano passado.
No comando dos paranaenses, Fernando Diniz, conhecedor do futebol paulista, onde já dirigiu seis equipes do interior, quer mais uma vez superar os tricolores. Quando estava à frente do modesto Audax, eliminou o São Paulo nas quartas de final do Estadual de 2016. No ano passado, ainda à frente do time de Osasco, surpreendeu a equipe então comandada por Rogério Ceni e goleou por 4 a 2.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: Érico Leonan/São Paulo FC
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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