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Deputados votam 7 vetos, derrubam 4 e mantém 3

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Entre os vetos derrubados está o nº 63/2021, que trata da energia solar. Foram 14 votos favoráveis à derrubada

Da Redação

Os deputados estaduais de Mato Grosso, reunidos em sessão plenária nesta quarta-feira (30), em duas sessões ordinárias, votaram vetos governamentais e projetos em tramitação na Casa de Leis. Os deputados votaram sete vetos governamentais a mensagens e projetos de deputados, sendo quatro vetos derrubados e três mantidos. 

Entre os vetos derrubados está o Veto 63/2021, veto total aposto ao Projeto de Lei Complementar nº 18/2021, que altera o artigo 37 da Lei Complementar nº 631, de 31 de julho de 2019, que dispõe sobre a remissão e anistia de créditos tributários, relativos ao ICMS e sobre a reinstituição e revogação de benefícios fiscais, nos termos da Lei Complementar federal nº 160, de 7 de agosto de 2017 e do Convênio ICMS 190/2017, nas hipóteses e condições que especifica, bem como sobre alterações de benefícios fiscais relativos ao ICMS; altera as Leis nº 7.098, de 30 de dezembro de 1998, e nº 7.958, de 25 de setembro de 2003, e as Leis Complementares nº 132, de 22 de julho de 2003, e nº 614, de 5 de fevereiro de 2019. O veto foi derrubado por 14 votos a 9. 

O PLC18/21, que havia sido vetado pelo governo, altera trechos da Lei 631/2019, que determina a isenção de cobrança do ICMS sobre a Tarifa de Utilização do Sistema de Distribuição da rede de energia (TUSD) pelos consumidores que utilizem usinas de energia solar até o ano de 2027. De autoria do deputado Faissal Kalil (PV), o projeto havia sido aprovado no final de maio, mas foi vetado pelo governador Mauro Mendes (DEM), que entendeu que a legislação seria inconstitucional, baseado em um parecer da Procuradoria Geral do Estado. 

Na tribuna, o deputado Faissal disse que “nós já estamos cansados de pagar tantos impostos. O que nós mais esperamos neste momento é não trabalhar mais só para pagar imposto, pois queremos dar qualidade de vida e conforto para nossas famílias. Recebemos com enorme surpresa, durante a pandemia e prestes a enfrentar uma grande crise hídrica e energética, a tributação da energia solar. O governo precisa parar de pensar em só arrecadar e a população saberá reconhecer a importância deste parlamento”, destacou o parlamentar. 

Os deputados também derrubaram o veto 35/2021, veto total aposto ao Projeto de Lei 21/2021, de autoria do deputado Elizeu Nascimento (PSL), que reconhece as atividades educacionais, escolares e afins como essenciais para o Estado de Mato Grosso. O veto do governo do estado foi em relação a emenda que condicionava a volta às aulas presenciais na rede estadual de ensino à vacinação dos profissionais da educação. Na votação, 13 parlamentares votaram favoráveis a derrubada do veto e sete pela manutenção. O projeto foi aprovado em abril. Em maio, o governador Mauro Mendes (DEM) seguiu parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e vetou a emenda que previa a imunização dos servidores.

 Os deputados votaram os vetos 35/2021, 38/2021, 39/2021, 40/2021, 41/2021, 42/2021 e 63/2021. Foram derrubados os vetos 35/2021, 40/2021, 42/2021 e 63/2021. Os vetos mantidos foram os seguintes: 38/2021, 39/2021 e 41/2021.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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