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Sapezal: “Câmara da vergonha”

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Da Redação

Com mais de R$ 700 mil repassados pela Câmara Municipal, para colaborar com a construção da tão sonhada Rodoviária de Sapezal, entre 2019 e 2020, e com as obras paralisadas até o momento, aqueles que eram para fiscalizar a utilização do recurso público, a maioria dos vereadores ainda não mostraram a que veio.

Uma das principais funções do vereador, é fiscalizar os trabalhos realizados pela Prefeitura e seus responsáveis, exemplo: secretários, e como obras paralisadas em Sapezal, mesmo com suspeitas de irregularidades nos pagamentos, são localizadas em vários pontos da cidade, indícios de convencia, omissão e submissão, já viraram fatores de denúncias em órgãos, que vão desde Ministério Público Estadual e Federal.

“Se a Câmara não está fiscalizando nem o recurso repassado por ela, para construção da rodoviária, como será que estão sendo empregados os recursos do povo pela Prefeitura”?

Foto: Edmar Zorze/ CâmaradeSapezal

A equipe de reportagem flagrou nas imediações da obra da Rodoviária, duas placas, uma informando os valores repassados pela Câmara Municipal, para colaborar com a realização do sonho dos sapezalenses, e a outra que está derrubada, seria de acordo com informações da população, com informações dos valores investidos e o prazo de entrega.

Para uma cidade que possui uma das maiores arrecadações do Estado de Mato Grosso, como também do país, recursos para investimento não seria desculpa para beneficiar a população, com os valores reais, se tivesse gestão competente.

“Omissão, conivência e submissão estão levando Sapezal ao retrocesso”.

Foto: Reportagem

Em alguns anos atrás, não muito distante, as manchetes dos jornais de todo estado, tinham a cidade de Sapezal como referencia em administração, desenvolvimento, economia, transparência, sendo apontada como um modelo eficiente político e administrativo, que deveria ser adotado por outros gestores.

Com os fatos do cotidiano, pautados em denúncias e escândalos, a gestão atual passa uma imagem adversa do passado glorioso, e a Câmara Municipal de Vereadores, que tem por obrigação de fiscalizar os trabalhos realizados pela Prefeitura, pelo que tudo indica, segue o mesmo, envergonhando a população sapezalense.

A importância dos trabalhos realizados por uma Câmara de Vereadores ativa, reflete automaticamente no atendimento das necessidades da população, porém, se a Câmara inverte a sua real função, atuando apenas como servidores do executivo, sendo omissa, conivente e submissa, o povo padece e o prefeito engrandece.

 

 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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