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VG: projeto do vereador Mauro da Saúde inclui líderes religiosos na vacinação

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Os vereadores de Várzea Grande aprovaram o Projeto de Lei n° 130/2021, que dispõe sobre autorização para inclusão dos líderes religiosos (padres e pastores) no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19. A proposta é de autoria do vereador Mauro da Saúde (PSB). Segundo o parlamentar, em tempos de pandemia, a atuação e a orientação religiosa têm sido fundamentais para transmitir apoio e esperança generalizada a todas famílias que passaram pela doença. “Principalmente aquelas enlutadas pela perda de entes queridos”, disse.

Por outro lado, assinalou o parlamentar, nem sempre esse apoio das lideranças é manifestado de forma abrangente, mas até com maior proximidade individual. “Se perdem amigos próximos e parentes, por exemplo, eles se fazem bem mais próximos. Por vezes, isso implica em riscos sérios, caso os óbitos tenham sido facultados por conta desse vírus da pandemia. Imunizá-los é importante então para garantir sua segurança e de com quantos com eles convivem diariamente, seja durante missas, cultos, grupos de orações, reuniões e em outras mobilizações, por força do cargo que ocupam nas igrejas”.

Mauro salienta ainda que a missão do líder religioso extrapola fronteiras, “pois são guerreiros pontuais contra a desmotivação humana, soerguendo muitas existências”. O vereador pontua que a palavra de apoio que as lideranças religiosas transmitem rotineiramente é remédio eficaz quando o desespero da dor espiritual se impõe de forma soberana na vida das pessoas.

“Ouvi-los é algo confortador. Molda-se em auxílio de superação, sempre providencial para debelarmos a depressão, ansiedade e crises distintas, oriundas de problemas pessoais. O líder religioso, a meu ver e no pensamento de milhares, representa ponte sólida para reacender esperanças e motivação objetiva após baques dolorosos, incluindo luto. A palavra de Deus que pregam tem poder de despertar um novo olhar à vida. Imunizá-los é importante também por isso: não podemos correr riscos de perder uma mão sempre estendida diante dos nossos momentos de fraqueza”.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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