Mato Grosso
Presidente da Câmara de Jangada afirma nunca ter tido intenção de desrespeitar mulheres e caminhoneiros
Mato Grosso
“A PRF SEMPRE REALIZA CAMPANHA ANUAL CONTRA ABUSO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NAS RODOVIAS. JANGADA É CORTADA PELA BR-163. PENSAVA NISSO AO FAZER O PRONUNCIAMENTO. MAS NÃO ASSOCIEI AS MULHERES DE JANGADA AO TEMA”, AFIRMOU O VEREADOR JÚNIOR DE PAULA
Da Redação
O presidente da Câmara Municipal de Jangada, Júnior de Paula, em visita hoje (30) à redação do Programa da Gente e do site omatogrosso.com – veículos que concederam direito de resposta ao parlamentar pela veiculação de vídeo da sessão plenária do último dia 08.06 -, afirmou ter pedido desculpas pelas suas declarações [contidas no vídeo] na própria sessão.
No vídeo, que viralizou na internet, o dirigente do Parlamento faz críticas aos caminhoneiros que passam por Jangada e à movimentação sexual em torno disso. As moradoras do município se sentiram ofendidas pela declaração de Júnior de Paula, considerada desrespeitosa a todas elas.
“Na mesma sessão pedi perdão. Tenho mãe, avó, filho, neta, etc… Naquele pronunciamento, eu quis enfatizar que a concessionária Rota Oeste não cumpriu as metas prometidas no trecho Cuiabá/Jangada, referente à duplicação das pistas BR-163. Isso causa congestionamento na área central de Jangada, cortada pela BR. Fizemos críticas naquele momento à Rota Oeste: faz pouco social”.
Júnior ainda enfatizou que jamais quis agredir as mulheres e tampouco os caminhoneiros, pois respeita integralmente a ambos, além de nutrir vasta legião de amizades com ambos os lados.
“No momento desse pronunciamento, lembrei da campanha anual desenvolvida pela Polícia Rodoviária Federal, contra abuso de crianças e adolescentes ao longo das rodovias. Não houve nenhuma associação às mulheres de Jangada ou de outro lugar qualquer. Inclusive, sou autor de projeto para criação do Conselho da Mulher. E tramita também na Câmara de Jangada o projeto (Sinal Vermelho), de combate à violência contra as mulheres. Então, foi um mal-entendido, sim, pelo qual já me desculpei na mesma sessão”.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
-
Cidades6 dias atrásPivetta cobra providências de prefeita após vídeo de diretor do DAE recebendo dinheiro
-
Política4 dias atrásEleições: propaganda eleitoral começa neste domingo
-
Cidades5 dias atrás“Não venham dizer que é eleitoreira”, dispara Wellington sobre operação contra Mauro
-
Cidades6 dias atrásSinfra avança na compra de equipamentos para Aliança pela Água em VG, afirma Pivetta
-
Política7 dias atrásSenado celebrará criação da Frente Parlamentar pela Paz Mundial
-
Política6 dias atrásCMO aprova crédito extra para atender vítimas de desastres climáticos
-
Política5 dias atrásMP visa combate à fome de populações afetadas por mudanças climáticas
-
Cidades3 dias atrásEducação de Várzea Grande vai ampliar atendimento aos estudantes com implementação da Política de Educação Integral em Escolas em Tempo Integral


Você precisa estar logado para postar um comentário Login