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Legislativo da capital assina protocolo de intenções com OAB para capacitar servidores

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A assinatura do documento foi com a OAB, seccional Mato Grosso, para implantação de capacitação e treinamento dos vereadores e servidores do Legislativo

Da Redação

Nesta terça-feira (29.06), o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Juca do Guaraná Filho (MDB) esteve na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Seccional Mato Grosso, para assinar um Protocolo de Intenções para a implementação de ações, projetos e atividades.
 
A ação visa à capacitação e treinamento dos servidores e vereadores da Casa, a fim de aprimorar a função administrativa, de gestão e de processos legislativos, bem como a relação entre as instituições e o atendimento à advocacia.
 
“A ordem através de suas mais diversas comissões temáticas, em todas as áreas do direito, visa nessa parceria com a Câmara capacitar os servidores, treinar os servidores, sobre os mais diversos assuntos”, comentou o presidente da OAB-MT, Leonardo Pio da Silva Campos.
 
“Queremos agradecer o presidente Leonardo Pio e todos os servidores da Câmara que estão proporcionando essa parceria em prol do povo cuiabano”, destacou Juca.
 
O chefe do Núcleo da Escola do Legislativo da Câmara, Danilo Ramos Monlevade, disse que após a assinatura do protocolo serão analisadas as demandas da Casa.
 
“Agora iremos articular aquilo que é possível realizar, estamos oficializando uma parceria  para discussão de novos projetos”, disse.
 
A ação também contou com a presença da Vice- Presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, o presidente da Comissão de Direito Administrativo da OAB-MT, Thiago França Cabral, o secretário de Ações Institucionais da Câmara, Leonardo Pio Arnuti, os vereadores Chico 2000 (PL), Rodrigo de Arruda e Sá (Cidadania), o procurador geral da Câmara, André Luiz Pozetti e demais autoridades.
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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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